Mostrando postagens com marcador sexo na meia idade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sexo na meia idade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Vida sexual dos idosos: a importância de quebrar estereótipos e prover melhores orientações aos pacientes com disfunções



Uma recente pesquisa norte-americana, a National Poll on Healthy Aging, entrevistou 1.002 pessoas entre 65 e 80 anos de idade, das quais, quase metade declarou-se sexualmente ativa, principalmente as entre os 65 e 70 anos. Um grande interesse por uma vida sexual ativa foi mais frequente entre homens e em quem declarou ter um estado geral bom ou muito bom.

Dentre os entrevistados, 62% disseram que se estivessem com problemas de saúde sexual conversariam com seu médico a esse respeito. Dentre as pessoas que conversaram com o médico sobre sua saúde sexual, 88% afirmaram sentirem-se à vontade para ter essa conversa, porém, apenas 17% o fizeram nos últimos dois anos.

Outro estudo recente mostrou que muitos homens e mulheres com demência que vivem em suas casas são sexualmente ativos e, embora a disfunção sexual fosse frequente, raramente conversavam sobre sexo com algum médico.

Essas pesquisas, assim como outras mais antigas, quebram estereótipos sobre a vida sexual dos idosos e destacam a necessidade de mais pessoas conversarem com seus médicos sobre questões sexuais.

Para facilitar esse diálogo e a condução da questão, serão abordados alguns aspectos práticos importantes a seguir.


Causas de disfunção sexual no idoso

O envelhecimento promove alterações anatômicas, fisiológicas (hormonais, principalmente) e psicológicas que influenciam a sexualidade no final da vida. As alterações que acompanham a função sexual incluem diminuição da libido, da capacidade de resposta sexual, do nível de conforto e da frequência da atividade sexual.

Por outro lado, as disfunções sexuais dos idosos são influenciadas por fatores que abrangem efeitos físicos de doenças, medicamentos, transtornos psiquiátricos e estresse psicossocial, relacionado com a perda de pessoas próximas ou com internações por doenças agudas.

Um evento cardíaco ou vascular cerebral pode suscitar temores quanto ao desempenho ou até mesmo de morte durante o ato sexual. Vale ressaltar que dados têm indicado que a probabilidade de morte súbita após o sexo é baixa.


Principais distúrbios sexuais nos idosos

Os distúrbios sexuais nos homens idosos são a disfunção erétil e a ejaculação retardada, enquanto nas mulheres idosas destacam-se pouco interesse sexual, distúrbio orgástico e dor gênito-pélvica.

Os principais preditores de interesse e atividade sexuais no final da vida são: nível anterior de atividade sexual, saúde física e psicológica, bem como disponibilidade, nível de interesse e integridade do(a) parceiro(a). Para os homens, o fator principal para a atividade sexual parece ser a saúde física e para as mulheres, parece ser a qualidade da relação.

Residentes em ambientes de longa permanência são significativamente menos propensos a serem sexualmente ativos, pois enfrentam barreiras como, por exemplo, dificuldade de encontrar parceiros, falta de privacidade e, evidentemente, problemas de saúde física e mental.


Como avaliar o estado sexual e conduta a adotar nas disfunções

O exame do estado sexual indaga sobre o funcionamento sexual atual, experiências sexuais anteriores e atitudes em relação à sexualidade.

A avaliação e o tratamento da disfunção sexual exigem uma relação de confiança entre o médico e o paciente. A atitude e a linguagem do médico devem ser adequadas e transmitir segurança.

A avaliação clínica deve ser completa e contemplar estado mental e psicológico, como estresse conjugal e luto, por exemplo; função urológica e/ou ginecológica e a realização de análises laboratoriais, especialmente do perfil metabólico e hormonal, como testosterona, tireoide e prolactina.

Ponto importante é o conhecimento detalhado dos medicamentos em uso, pois vários podem provocar disfunção sexual.

Destacam-se os anti-hipertensivos, principalmente os betabloqueadores e os diuréticos, os antiandrogênicos, usados no controle dos tumores da próstata, e vários psicotrópicos, particularmente os antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina, a venlafaxina e a mirtazapina – especialmente nos homens.

Vale ressaltar que a disfunção sexual pode ser causada tanto pelo antidepressivo quanto pela depressão que recomenda o uso do medicamento.


Papel da educação e indicação de encaminhamentos

Na condução dos casos de disfunção sexual em idosos, a educação tem um papel importante. Os pacientes devem ser informados sobre fatores e causas e possíveis tratamentos das disfunções. A educação sobre doenças sexualmente transmissíveis e práticas sexuais seguras não deve ser negligenciada.

O encaminhamento dos pacientes para especialistas, como urologistas, ginecologistas, psiquiatras ou terapeutas, pode ser útil conforme o problema identificado.

As instituições de longa permanência devem treinar suas equipes para respeitar a privacidade dos residentes e avaliar a capacidade deles de evitar possíveis riscos associados à relação sexual.

Pacientes que sofrem eventos ou intervenções cardio ou cerebrovasculares devem receber aconselhamento dos médicos ou dos programas de reabilitação sobre como retomar a atividade sexual habitual gradualmente.

A abordagem básica psicoterápica é semelhante à dos indivíduos mais jovens, embora deva levar em conta relacionamentos ruins de longa data, assim como deficiências da saúde geral e cognitiva.


Tratamento

Os tratamentos específicos dos distúrbios sexuais não são diferentes dos empregados para os adultos jovens, porém algumas recomendações especificas para os idosos devem ser lembradas. Entre elas, a adoção de medidas que minimizem dor ou desconforto, como o uso de analgésicos, oxigênio, inalações, lubrificantes e posições confortáveis para o ato sexual.

Evidentemente, medicamentos que podem causar disfunções sexuais (citados acima) devem ser substituídos, se possível. Distúrbios metabólicos e hormonais devem ser investigados e corrigidos.

A reposição de testosterona para tratar o declínio da concentração sérica de testosterona, que ocorre com o avanço da idade nos homens na ausência de doença hipofisária, hipotalâmica ou testicular identificável, é questionada.

Para os homens que apresentam sinais ou sintomas que poderiam ser causados por deficiência de testosterona, como as alterações da energia, do humor e da libido, pode ser considerada a reposição, mas somente se a concentração estiver inequivocamente baixa em três dosagens de amostras coletadas em momentos diferentes, entre 8 e 10 horas da manhã. Para a reposição, deve ser dada atenção especial para riscos de eventos coronarianos, câncer de próstata e de mama, apneia do sono e eritrocitose.

O uso da testosterona para aumentar a libido nas mulheres carece de evidências robustas e pode oferecer riscos.

Os inibidores da fosfodiesterase 5 (PDE, do inglês PhosphoDiEsterase), utilizados no tratamento da disfunção erétil são eficazes para os homens mais velhos, embora com menor resposta. Para alguns homens mais velhos sem resposta ideal para o uso sob demanda, a administração diária de baixas doses pode ser mais eficaz.

Os efeitos colaterais observados nos idosos são dor de cabeça, rubor da pele, tontura, desconforto gastrointestinal, dor nas costas e visão turva.

Devem ser indicados com precaução para os homens com formato peniano anormal, história de hipotensão ortostática, doença renal ou hepática grave, uso de certos antivirais e antifúngicos e doenças que aumentam o risco de priapismo, como mieloma múltiplo e leucemia.

Quaisquer alterações da acuidade visual ao tomar um inibidor da fosfodiesterase 5 exigem avaliação imediata, devido a relatos de casos de neuropatia óptica isquêmica anterior não-arterítica, caracterizada pelo rápido início da perda visual

A disfunção erétil acontece em pacientes coronarianos com frequência e, inclusive, é considerada como preditor de doença arterial coronária. O paciente coronariano costuma desistir da atividade sexual, mas pode reiniciá-la ao usar inibidores da fosfodiesterase 5.

Porém, devem ser orientados a evitar o uso desses medicamentos concomitantemente aos nitratos, pois podem sofrer hipotensão grave, piorando a isquemia miocárdica, que pode chegar a desencadear um evento grave.


Conclusão

Os médicos e profissionais da saúde devem aprofundar o seu conhecimento sobre a vida sexual dos idosos. É necessário saber abordar o tema de forma adequada, sem omissão, a fim de possibilitar a realização de possíveis diagnósticos, a identificação dos fatores causadores e a orientação correta.


Fonte: Medscape

terça-feira, 22 de agosto de 2017

'Meus orgasmos são melhores aos 80 anos': a sexualidade feminina na terceira idade

Essas três britânicas falaram com sinceridade sobre a sexualidade na terceira idade
Joyce, Shirley e Dee são três britânicas de 82, 61, 69 anos, respectivamente. Ao programa Daily, da rádio BBC 5 Live, elas falaram sobre um tema que é um tabu quase universal: a sexualidade na terceira idade.

Uma enquete realizada pelo próprio programa no Reino Unido sugere que pessoas entre os 60 e 70 anos têm relações sexuais várias vezes por mês.

Além disso, segundo o levantamento, esse número se mantém alto quando as pessoas envelhecem: uma em cada seis pessoas de mais de 70 anos diz que faz sexo várias vezes ao mês.

A seguir, a BBC reuniu alguns dos momentos mais interessantes do programa.

Como são os orgasmos quando você é mais velho?

Essa foi uma das perguntas que a apresentadora do programa, Emma Barnett, fez às três britânicas. Elas se mostraram quase unânimes:

"Provavelmente melhor", respondeu Shirley. "Eu também acho", diz Dee. Melhor aos 80 que aos 20 anos de idade? Joyce respondeu, convicta: "Sim, acredito de verdade que é melhor".

Para elas, uma das razões que explicam o prazer maior na terceira idade é o conhecimento do próprio corpo. Segundo Dee, com a velhice, ela passou a se preocupar menos com a opinião dos outros. "Eu já cresci, já cometi meus erros e já aprendi as lições. Você se sente mais confortável com a pessoa que é. Antes eu não tinha tanta confiança em mim mesma", diz ela.

Com a idade, "você controla mais o que quer", diz Shirley.

As três concordaram: o conhecimento do próprio corpo ajuda na busca pelo prazer e a ter confiança de dizer e "mostrar-se" ao parceiro. Além disso, elas dizem que hoje são menos estressadas e não têm preocupações com a gravidez.

Imagem: Getty Images
Quais as diferenças com as relações sexuais de quando se foi mais jovem?

"Nós rimos muito. Há muito rangidos e gemidos, e também posições desconfortáveis. Mas nós tratamos com humor", diz Joyce, que vive com seu marido, também octogenário. Ela conta que os dois chegaram a fazer sexo duas vezes por dia.

"Não tem mais aquela ansiedade de se fazer um show", brinca ela. Segundo Joyce, os jovens enxergam o sexo como algo que gira em torno da beleza, do glamour, de barrigas definidas e pele perfeita. "Quando você fica mais velho, o que importa é o contato humano."

As três concordam quando falam sobre prazer e sensibilidade. "A sensualidade não muda com a idade. A excitação e o prazer são os mesmos. É bom da mesma forma, talvez com os níveis de hormônios mais baixos", diz Joyce. "Sem dúvida, a grande diferença é o tempo. Você tem mais tempo quando está aposentado".

Shirley não tem um parceiro desde o ano 2000, mas diz ter uma vida plena e feliz. "Eu me masturbo", afirma. Ela diz que não sente falta de um companheiro, porque não encontrou a pessoa certa.

"Posso dar prazer a mim mesma e não preciso fazer concessões", diz. Ela conta que chama a atenção dos homens, mas que não está interessada em sexo rápido e selvagem, como quando era jovem. "Não estou interessada em soluções rápidas. Quero uma vida plena", explica.

Como se sentiria ao ficar nua na frente de alguém pela primeira vez aos 70 anos?

"Talvez eu precise tomar um par de taças de vinho", brinca Dee. Depois, no entanto, ela conta que disse a si mesma "Quer saber, Dee? Está tudo bem. Não é perfeito, você tem sua barriga e suas rugas, mas está tudo bem."

Ela acrescenta: "E se a pessoa não pode ver o quanto sou boa, o problema é dela".

Shirley aponta que as mulheres jovens têm muitas inseguranças sobre sua aparência. "Isso melhora com os anos", diz.

Uma mensagem para as jovens:
'o espírito segue com 18 anos'

"À medida que você envelhece, continua se sentindo jovem, muito jovem, isso não muda", diz Joyce. "Quando você tem 80 é como se tivesse 18, só que com mais rugas e peças raras no corpo. Mas você ainda é a mesma pessoa."

Ela dá uma dica sobre as rugas: "Eu diria às jovens que não se preocupem com as rugas. A atração está em como você é, no brilho dos olhos e na alegria de viver que você irradia. E isso dura até os 90".

"Talvez depois dos 90 você fique um pouco debilitada", afirma.

Shirley discorda: "Talvez não". Sorrindo, Joyce agora muda de opinião: "É, talvez não".

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O sexo na velhice vai depender do que foi construído ao longo da vida

Foto: Cristina Werner / Crédito: Mariza Tavares

Todos sabemos como o sexo está relacionado a muitos aspectos da saúde e do bem-estar do ser humano, mas, em pleno século 21, continua a ser um tabu na velhice. “Ainda convivemos com a mentalidade que recrimina idosos interessados em sexo, chamando-os de ‘assanhados’. É um direito negado pela sociedade e até pela família”, diz a psicóloga, sexóloga e professora Cristina Werner. Ela é também presidente do Instituto de Pesquisas Heloisa Marinho e vice-presidente da Associação Brasileira de Tratamento das Ofensas Sexuais. Entre 2008 e 2010, foi presidente da Associação de Terapia de Casal e Família do Estado do Rio de Janeiro.


A doutora Cristina é enfática ao apontar a importância de uma vida sexual saudável depois dos 60 anos e garante: “todos somos sensuais, é uma questão de atitude, de postura. A parceria afetivo-sexual é um poderoso remédio contra o isolamento e a solidão, mas quando me perguntam qual é receita para transar bem aos 60, eu respondo que vai depender de como se transou aos 50, aos 40... A sexualidade prazerosa é uma construção diária e, na velhice, vai depender do que foi construído ao longo de toda a vida. Uma das coisas que mais afetam negativamente a sexualidade é o cansaço e o sono, junto com a ansiedade pela sobrevivência no dia a dia acelerado que vivemos atualmente. Só que as necessidades sexuais são prementes, temos que arranjar tempo para isso. Se formos esperar o momento perfeito para fazer sexo, vai ficar ainda mais difícil. Sugiro agir de uma forma lúdica, sem expectativas tão altas, apenas porque surgiu a oportunidade. Há boas chances de a pessoa se surpreender e se divertir”, ela aconselha.

A psicóloga lembra que, com filhos criados e sem o perigo de engravidar, é possível viver uma sexualidade mais liberada e até com novos prazeres: “a sexualidade vai além da cópula, não é apenas a introdução de um pênis. E não se pode esquecer que a pele é o maior órgão do corpo, capaz de nos dar enorme prazer”. Reconhece o que chama de “aumento da invisibilidade” da mulher mais velha, mas diz que nada impede que ela se satisfaça sexualmente: “acontece também que muitas mulheres, quando entram no período do climatério e depois chegam à menopausa, decidem pendurar as chuteiras principalmente porque sua vida sexual foi ruim. No entanto, este pode ser um período libertador”.

Entre os fatores que diminuem a atividade sexual, ela cita a falta de interesse do companheiro ou companheira; o estado de saúde em geral; a disfunção erétil no homem; a dispareunia (dor na penetração) da mulher; efeitos colaterais de medicamentos; e a perda de privacidade – cada vez mais comum em famílias nas quais diversas gerações voltaram a conviver com o agravamento da crise econômica. Os homens enfrentam uma ereção mais flácida, demoram mais tempo para alcançar o orgasmo e a ejaculação se retarda e é menos intensa. Para as mulheres, além de o processo que garante a vascularização e a lubrificação do canal vaginal demorar de cinco a dez minutos (enquanto os homens levam de um a cinco minutos para estarem prontos para o ato), a vagina torna-se menos elástica e sua mucosa mais fina (leia também sobre atrofia e secura vaginal). Daí a importância de caprichar nas preliminares e utilizar algum tipo de gel lubrificante à base de água.

Ainda há muito a fazer, afirma a sexóloga, a começar pela educação de meninos e meninas focada na igualdade de gênero: “educar para a estética da alma, e não do corpo”, resume. Entretanto, avalia que a sociedade já deu passos importantes, como a adoção por casais homoafetivos, um direito negado a gerações passadas: “a prole pode ser uma rede de apoio da maior relevância, imaginem quantos homossexuais mais velhos ficaram inclusive apartados de suas famílias e não puderam construir essa rede de afeto?”.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

As pessoas mais velhas podem aumentar seu poder cerebral ao terem mais sexo, revela pesquisa.



A intimidade melhora o vocabulário e a consciência visual de quem tem mais de 50 anos, um estudo revelou.

No entanto, ser ativo entre os lençóis não influencia sua atenção ou memória, acrescenta a pesquisa.

Os pesquisadores não especularam sobre o motivo pelo qual o sexo regular aumenta a função do cérebro das pessoas mais velhas, no entanto, pesquisas anteriores sugerem que isso estimula as áreas do cérebro associadas à aprendizagem.

O autor do estudo, Dr. Hayley Wright, da Universidade de Coventry, disse: "As pessoas não gostam de pensar que as pessoas mais velhas têm relações sexuais, mas precisamos desafiar essa concepção a nível social e analisar o impacto que a atividade sexual pode ter nos menores de 50 anos, Além dos efeitos conhecidos sobre saúde sexual e bem-estar geral".


Como o estudo foi realizado

Pesquisadores das universidades de Coventry e Oxford analisaram 28 homens e 45 mulheres entre 50 e 83 anos.

Os participantes completaram um questionário sobre sua atividade sexual no ano passado.

Eles então participaram de um teste que mede a função cerebral em adultos mais velhos.

Isso incluiu um "teste de fluência verbal", que exigiu que os participantes nomeassem tantos animais quanto pudessem em um minuto.

Eles então tiveram que dizer tantas palavras iniciadas com 'F' quanto pudessem.

A sua percepção visual também foi avaliada porque era necessário copiar um desenho complexo e desenhar um relógio.


Principais conclusões

Os resultados revelaram que aqueles que tiveram mais sexo fizeram melhor no teste de fluência verbal.

Eles também eram mais capazes de perceber os objetos e os espaços entre eles.

No entanto, o sexo regular não teve impacto na atenção ou na memória.

Os pesquisadores não especularam sobre como o sexo regular aumenta a função cerebral das pessoas mais velhas.

No entanto, pesquisas anteriores de cientistas da Universidade McGill no Canadá revelaram que p sexo estimula o desenvolvimento de neurônios na área do cérebro associada à aprendizagem. Neurônios enviam mensagens para outras células do sistema nervoso.


O que os pesquisadores dizem

O Dr. Wright disse: "Só podemos especular se isso é conduzido por elementos sociais ou físicos, mas uma área que gostaríamos de pesquisar ainda mais são os mecanismos biológicos que podem influenciar isso."

"Toda vez que fazemos outra pesquisa, estamos um pouco mais perto de entender por que essa associação existe, quais são os mecanismos subjacentes e se existe uma relação" causa e efeito "entre a atividade sexual e a função cognitiva nos idosos pessoas."


quarta-feira, 31 de maio de 2017

A idade é apenas um número: pessoas mais velhas que se sentem "jovens de coração" têm melhores vidas sexuais


Sentir-se jovem de coração faz com que você goste mais de sexo, relata um estudo.

As pessoas que se sentem mais jovens do que a idade que têm sentem mais prazer do que as pessoas que sentem a idade, sugere esta pesquisa.

As descobertas acrescentam peso à ideia de que os sentimentos subjetivos de idade são tão importantes quanto a nossa idade "verdadeira", medida pelos nossos anos.

As atitudes da idade demonstram que o sexo e as pessoas idosas muitas vezes são ignoradas - mas é uma área importante que pode melhorar a qualidade de vida dos que passaram dos 40 anos, disseram os pesquisadores.

O professor Steven Mock da Universidade de Waterloo no Canadá e colegas analisaram as posturas de sexo e envelhecimento de um grupo de 1.170 adultos desde meados dos anos 40 até meados dos anos 70 ao longo de um período de 10 anos.

O grupo, que incluiu pessoas de diversa orientação sexual, informou que as pessoas que sentiram sua idade cronológica, relataram menor qualidade de sua vida sexual.

Ele disse: "Uma coisa que aprendi com o estudo do envelhecimento em adultos é que envelhecer não é necessariamente um período de declínio. [Idade] não é uma situação de tamanho único, há muita variabilidade do que significa envelhecimento."

Dr. Mock disse: "O que ficou claro com os dados é que sentir-se jovem teve um enorme impacto na forma como as pessoas se sentiam sobre a qualidade de sua vida sexual e como eles estavam interessados ​​em ter relações sexuais.

Para as pessoas na meia idade ou posterior, sentir-se jovem de coração realmente parece fazer a diferença no quarto".

A pesquisa baseou-se em dados coletados em um estudo chamado MIDUS (Midlife nos Estados Unidos) entre 1995 e 2005.

"É importante considerar todos os diferentes fatores psicossociais e biológicos que podem influenciar a sexualidade de uma pessoa", disse Amy Estill, que liderou a pesquisa ao completar seu mestrado em Waterloo.

"Embora se sentir mais jovem não teve impacto sobre o quanto as pessoas estavam tendo sexo, foi bastante claro que se sentir mais velho afeta a qualidade do sexo que você está tendo".

Normalmente, a maioria das pessoas na meia idade tende a se sentir mais jovem do que elas são, disse o Dr. Mock.

"Quando você é jovem, não é incomum que as pessoas sintam sua idade ou mesmo se sintam mais maduras, mas à medida que você envelhece, normalmente aos 40, você não se sente com mais confiança do que realmente é", acrescentou o Dr. Mock.

"As pessoas dizem que eu ainda me sinto como uma criança de 25 anos ou 35 anos.

Sentir-se mais jovem do que sua idade cronológica tem um efeito na qualidade do sexo e em seu interesse pelo sexo".

Os pesquisadores ajustaram os resultados para levar em consideração as condições de saúde crônicas também - mas mesmo assim, a idade subjetiva ainda era o fator significativo em quanto as pessoas gostavam de sexo.

Mas ter uma visão positiva do envelhecimento também foi útil para a vida sexual de alguém.

Ele acrescentou: "O sexo é uma das coisas mais importantes que fazemos, faz as pessoas felizes, melhora a qualidade de seus relacionamentos, existem potenciais benefícios para a saúde".

"Como as pessoas pensam e sentem sobre si mesmas é quase tão importante quanto a medida mais objetiva da idade", disse ele.

A pesquisa não analisou se ter um cônjuge mais jovem tem efeito sobre o sexo.

"Isso poderia fazer você se sentir mais jovem - mas também pode fazer você se sentir mais velho", disse ele.

O estudo foi publicado recentemente no Journal of Sex Research.