terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Squirt, afinal o que é isso?

Talvez você já tenha tido curiosidade em saber o que é isso. Squirting é uma palavra em inglês, onde o verbo squirt significa esguichar.

Esta possibilidade no sexo, tem sido amplamente discutido na atualidade, mas tem relatos muito antigos de mulheres que já expeliam líquidos durante o orgasmo desde a antiguidade.


Squirt - Squirting


Mas o que realmente seria o squirt?

É quando a mulher tem a sua "ejaculação" e esguicha líquido ou fluídos da sua vagina.

Acho que todo mundo já ouviu falar ou viu em algum filme, uma mulher que quando atinge o orgasmo, sai uma grande quantidade de líquido da vagina. Isso é o famoso squirt.

Esse é um dos temas que mais provoca curiosidade porque a maioria das pessoas não sabe como ou porque isso acontece.

Hoje essa prática é um dos objetivos principais de muitas mulheres no campo sexual, muitas sonham em consegui-lo.

Uma das explicações é que esse assunto é meio que uma lenda urbana onde um amigo fala para o outro, os homens vão passando as informações cada vez mais aumentadas sobre experiências sexuais que geralmente não viveram e assim por diante criando um tabu em torno do assunto.

Vários mitos nasceram dessa forma, então é importante desvendar e esclarecer.


Isso é xixi?

Muitos acreditam que esse liquido é apenas urina. Algumas pesquisas mostraram isso.

Samuel Salama, cientista do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da França, publicou um artigo dizendo que o squirt é a emissão involuntária de urina durante o sexo, mesmo que não tenha cheiro ou aparência de urina, as substâncias que o compõe são as mesmas.

Mas as opiniões se dividem. As pesquisas científicas tem sido inconsistentes.

Um estudo publicado pelo The Journal of Sexual Medicine diz que esse fluído tem característica de plasma prostático, não urina e conclui que esta pode ser a prova de que a nossa glândula parauretral ou de Skene, de onde o fluído vem, funcionam como glândulas da próstata feminina.

Esse liquido é incolor, um pouco mais denso que a água e sem cheiro.


Toda mulher pode ter? Ela só tem que aprender?

Muitos especialistas afirmam que todas as mulheres podem ter um squirt, pois todas elas possuem glândulas de Skene.

Um outro fator que pode determinar a capacidade da mulher esguichar é o lugar onde a glândula de Skene se encontra e a habilidade de produzir fluído prostático.


Você precisa esguichar para ter orgasmo?

A mulher que já "ejaculou" tem mais prazer do que as que nunca tiveram? Aqui entra novamente a polêmica do orgasmo.

Não há como medir se um orgasmo é melhor que outro comparando uma mulher com a outra, pois essa experiência é subjetiva, de cada uma. A mesma mulher tem orgasmos diferentes a cada episódio de orgasmo.

Tudo dentro da sexualidade depende de vários fatores e o orgasmo não seria diferente. Tem dias que você está mais disposta para o sexo ou foi mais estimulada então provavelmente seu orgasmo vai ser melhor ou pelo menos mais fácil de chegar lá.


A sexualidade é composta de diversos fatores, sendo que para ter uma melhor vida sexual é necessário mudanças em vários aspectos.

Então é errado pensar que só o fato de conseguir ou não o squirt fará você e/ou seu parceiro mais feliz e satisfeito.

O ideal é dar importância para as singularidades do casal, cada um é único e isso é a beleza da diversidade.

Fonte: http://sexosemduvida.com/squirt-tire-suas-duvidas/

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Síndrome da Excitação Sexual Persistente

A síndrome da excitação sexual persistente é uma situação rara que faz com que a mulher tenha vários orgasmos por dia, que podem acontecer em qualquer local, desde que haja o mínimo de estímulo, como andar de ônibus, o vibrar do celular ou o próprio som do secador de cabelo, por exemplo. Esta é uma doença que causa constrangimento e a maioria das portadoras têm dificuldades em assumir que tem esta doença.

Síndrome da Excitação Sexual Persistente

Nesta síndrome há um aumento de fluxo sanguíneo persistente nos órgãos sexuais que faz com que a mulher esteja constantemente excitada, mesmo que não esteja pensando ou fazendo nada que tenha conotação sexual. Apesar da sua causa ainda não ter sido descoberta existe a suspeita de que uma inflamação nos órgãos pélvicos estejam causando esse estímulo constante na região íntima.


Como identificar esta síndrome

Para o diagnóstico da síndrome da excitação genital feminina deve-se observar os seguintes sinais e sintomas:

  • Inchaço e vermelhidão genital com latejamento da região;
  • Os mamilos podem ou não ficarem mais firmes;
  • Múltiplos orgasmos ao longo do dia, com ou sem qualquer estímulo ou fator desencadeante.

Estes sinais devem estar presentes há mais de 48 horas sem desaparecer completamente mesmo após orgasmos múltiplos que podem durar horas ou até mesmo dias, causando desconforto e constrangimento, muitas vezes impedindo a mulher de estudar ou trabalhar.

Nesta doença, a mulher permanece excitada com ou sem nenhum tipo de estímulo sexual e os orgasmos são espontâneos, indesejados e incontroláveis trazendo sentimentos como angústia e medo. Eles podem acontecer a cada minuto e persistir por mais de 2 dias, até que a mulher consiga ficar pelo menos 2 horas tranquila.

Diferentemente do que acontece na ninfomania, a mulher pode não ter nenhum desejo sexual para explicar a excitação persistente e a grande frequência dos orgasmos.


O que pode causar esta síndrome

As causas do transtorno da excitação genital persistente ainda não são totalmente conhecidas.

Os sintomas geralmente começam após os 40 anos e parecem estar relacionados com o consumo de soja; lesões cerebrais; hipersensibilidade do nervo pélvico, que irriga o clitóris e por isso este fica mais sensível; varizes pélvicas e o uso de remédios para depressão.

Alguns remédios que parecem estar relacionados a este distúrbio são Venlafaxina, um remédio que trata a depressão e Trazodona, que pode levar ao aumento do tamanho do clitóris em algumas mulheres. No entanto, não existem provas científicas deste fato porque o número de mulheres que consomem estes medicamentos é muito grande e menos de 10 foram diagnosticadas com esta síndrome.


Como tratar

Os tratamentos ainda não são totalmente eficazes para todas as pessoas porque ainda não se sabem as causas dessa síndrome. No entanto, existem estudos que apontam que sessões de eletroconvulsoterapia e o uso de medicamentos como Vareniclina foram eficazes para cessar a síndrome em algumas mulheres. Uma mulher retirou o clitóris através de cirurgia, mas continuou com os orgasmos constantes e por isso, esta cirurgia não é indicada como forma de tratamento.

As sessões de psicoterapia podem ajudar a mulher a vencer os sentimentos de tristeza, angústia e medo, e acredita-se que o que pode ajudar é a mulher separar um tempo para que ela tenha um grande número de orgasmos seguidos, para que o organismo possa então relaxar um pouco.

Tentar se ocupar e distrair a mente com tarefas físicas repetitivas como esfregar ou polir, além de fazer exercícios podem ajudar a diminuir a frequência, porque se a mulher não tentar estas estratégias poderá ter mais de 100 orgasmos por dia, durante décadas.



Dra. Sheila Sedicias
Ginecologista
Disponível em: https://www.tuasaude.com/sindrome-da-excitacao-sexual-persistente/

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Por que o Clitóris não recebe a atenção que merece? Isso é Importante!

Você sabia que o clitóris é um órgão grande e complexo? Se não, provavelmente não é sua culpa: nos manuais anatômicos, poucas palavras e diagramas são dedicados à compreensão do clitóris. A maioria rotula a porção muito pequena do órgão visível em diagramas da vulva, quando na verdade é quase inteiramente sob a pele.

Estudos de livros anatômicos históricos mostraram que as representações do clitóris eram significativamente limitadas e muitas vezes omitidas completamente de meados do século XIX para o século XX.

Durante esses tempos houve ideologias e teorias subsequentes sobre os corpos das mulheres que provavelmente encorajavam e sustentavam a censura do clitóris. Por exemplo, havia a teoria extinta de Freud de que a estimulação do clitóris era um sinal de imaturidade sexual e neurose. As mulheres também foram ensinadas a não desfrutar do sexo; Mulheres tiveram sexo para fins reprodutivos, enquanto homens tiveram sexo por prazer.

Essas falácias levaram à negligência do clitóris na pesquisa, na literatura e no domínio público.

Embora pesquisas mais recentes e lobbies feministas tenham melhorado a qualidade da informação sobre o clitóris nos livros didáticos atuais, a maioria dos textos ainda são breves. Estes incluem informações mínimas, ou informações apenas sobre a parte externa do clitóris (a glande). Esta brevidade tem impacto nos cuidados de saúde para mulheres com dor clitoridiana e afins.

"O clitóris é amplamente aceito como a estrutura anatômica mais crítica para a excitação sexual feminina e para o orgasmo. O ciclo de resposta sexual feminina também é muito complexo, exigindo estimulação emocional e mental, além de estimulação física." (PAULS, 2015)


O que é o clitóris?

O clitóris encontra-se na junção dos lábios menores (os lábios internos da vulva), logo acima da uretra. É composto de quatro partes principais: a glande, corpo, duas cruras e dois bulbos. A glande é a única parte externa do clitóris e é coberta por um capuz da pele (prepúcio).

O corpo, crura e bulbos do clitóris são todos feitos de tecido erétil e convergem abaixo da glande. O corpo do clitóris tem geralmente 1-2 cm de largura e 2-4 cm de comprimento.

Esquerda: o clitóris de uma visão anterior. Todas as quatro partes do clitóris são visíveis nesta visão: a glande (parte externa), o corpo, os bulbos e a crura.
À direita: o clitóris a partir de uma vista lateral. Somente um lado da crura visível e um bulbo são mostrados nesta vista. Note-se, o clitóris é um órgão tri-planar, com cada componente deitado em um plano diferente um do outro.

As cruras estendem lateralmente do corpo do clitóris e tem em média cerca de 5-9 cm de comprimento. Os bulbos do clitóris tem geralmente 3-7 cm de comprimento e encontram-se entre o corpo, crura e a uretra.

O clitóris é altamente inervado, com duas vezes mais terminações nervosas que o pênis, além disso recebe um rico suprimento de sangue. Esta fonte rica de sangue permite que os componentes eréteis inchem, com o corpo e a glande do clitóris tornando-se até três vezes maior durante a excitação.

Os órgãos genitais e reprodutivos do feto são diferenciados às seis semanas de gestação. Enquanto o clitóris e o pênis surgem do mesmo grupo de células em um zigoto, agora sabemos que eles claramente têm diferentes formas e funções.

O clitóris (à esquerda) e o pênis (à direita) emergem das mesmas células em um zigoto. Imagem / Huffington Post



O pênis tem um papel óbvio e bem pesquisado nos sistemas reprodutivo e urinário, enquanto a função do clitóris é geralmente declarada como sendo puramente por prazer.

No entanto, poucos estudos têm realmente investigado a função do clitóris. A proximidade do clitóris com a uretra e a vagina levou a sugestões de que ele desempenha um papel muito maior do que o prazer sexual, como ajudar na manutenção da saúde imunológica.

Abaixo um bloco da entrevista do Dr. Márcio Dantas de Menezes ao Jô Soares onde discutem sobre o clitóris.




O que não sabemos pode nos machucar

Censurando o clitóris em livros escolares significa que os médicos e outros profissionais de saúde não serão preparados para tratar pacientes com preocupações clitoridais. As mulheres estão em risco de disfunção sexual (como falta de desejo ou excitação, lubrificação diminuída, incapacidade de orgasmo) de operações em seus órgãos urinários e reprodutivos. Isso mostra que os médicos precisam de um conhecimento mais profundo e precisamos de mais pesquisas para entender a anatomia do clitóris.

Devido à sua delicada mas complexa maquiagem, o clitóris é propenso a infecções, inflamação e doenças. Alguns exemplos comuns são coceira e dor devido a infecções, inchaço devido a contusões ou inflamação e dor de origem desconhecida (chamado clitorodinia).

Embora não seja falado frequentemente, a dor clitoral e vulvar é muito comum nas mulheres.

Educar os pacientes sobre sua condição pode melhorar os resultados da dor. No entanto, isso pode ser difícil para os médicos que tratam de condições como a clitorodinia, uma vez que podem não estar recebendo informações adequadas sobre o próprio clitóris.

Em média, um terço das mulheres em idade universitária são incapazes de encontrar o clitóris em um diagrama. Usamos frequentemente sinônimos de órgãos reprodutivos de mulheres como termos depreciativos e muitas mulheres muitas vezes não se sentem confortáveis ​​usando termos anatomicamente corretos.

Mais de 65% das mulheres dizem que se sentem desconfortáveis ​​usando os termos vagina e vulva. Em vez disso, elas usam nomes de código como "partes intimas", mesmo quando discutem questões ginecológicas com seus médicos.

Dado que há evidências para sugerir que nosso senso de propriedade do corpo pode influenciar a dor, talvez essa falta de propriedade do corpo sobre o clitóris ajuda a explicar por que condições como a clitorodinia são comuns.

Jane Chalmers, professora de Fisioterapia, Western Sydney University e Cat Jones, artista em residência, Body In Mind, Instituto Sansom, Universidade da Austrália do Sul.
http://www.iflscience.com/health-and-medicine/why-clitoris-doesn-t-get-attention-it-deserves-and-why-matters/

Pauls RN. Anatomy of the clitoris and the female sexual response. Clin Anat. 2015 Apr;28(3):376-84. doi: 10.1002/ca.22524. Epub 2015 Mar 2.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25727497

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Elas preferem homens mais velhos, dizem os pesquisadores

A maioria das mulheres gosta de parceiros que são um pouco mais velhos do que elas, de acordo com um estudo acadêmico da relação entre idade e atração sexual.

Samantha, interpretada por Kim Cattrell em Sex and the City, comemora seu 50º aniversário em Sex and the City: The Movie
Samantha, interpretada por Kim Cattrell em Sex and the City, comemora seu 50º aniversário em Sex and the City: The Movie

Os homens mais velhos, talvez previsivelmente, expressam "uma preferência" pelas mulheres mais jovens, em seus vinte anos.

Mas parece que muito poucos homens agem sobre suas fantasias, a maioria dos homens escolhem parceiras sexuais da mesma idade que eles próprios, segundo os pesquisadores.

Pesquisadores da Universidade Abo Akademi, na Finlândia, questionaram 2.655 homens e mulheres entre 18 e 50 anos sobre os limites de idade dos parceiros sexuais considerados e atuais.

O autor do estudo, Dr. Jan Antfolk, disse: "É verdade que os homens, mais que as mulheres, tendem a manter um interesse sexual em parceiros mais jovens."

"Ao contrário do que foi relatado em estudos anteriores, a maioria dos homens e mulheres também estão sexualmente interessados ​​em parceiros de sua própria idade ao longo da vida. "A maior parte da atividade sexual ocorre entre parceiros de aproximadamente a mesma idade."

O estudo, publicado na Evolutionary Psychology olhou para 878 homens adultos e 1789 mulheres, todos da Finlândia. A diferença entre homens e mulheres em quem eles escolhem é menor do que se acreditava anteriormente. Dr. Antfolk acrescentou: "Considerando que as mulheres de todas as idades preferem parceiros sexuais ligeiramente mais velhos, os homens, independentemente da sua idade, têm uma preferência para as mulheres em seus vinte anos.

"Ao longo da faixa etária investigada, as mulheres relataram uma faixa etária mais estreita do que os homens e as mulheres tendiam a preferir homens ligeiramente mais velhos.

"Também mostramos que a faixa etária dos homens se amplia à medida que envelhecem: enquanto eles continuam a considerar o sexo com mulheres jovens, os homens também consideram o sexo com mulheres de sua idade ou mais velhas.

"Ao contrário de sugestões anteriores, a atividade sexual dos homens reflete, portanto, sua própria faixa etária, embora seu potencial interesse em mulheres mais jovens não seja convertido em atividade sexual".

A idade média geral dos participantes heterossexuais masculinos foi de 37 anos. A parceira mais jovem que considerariam, em média, teria 21 anos - uma diferença de quase 16 anos.

Em contrapartida, em geral, as mulheres, que tinham uma idade média de 35 anos, só considerariam os parceiros oito anos mais jovens.

Mas quando se tratava de seus parceiros atuais, em média a diferença era muito mais próxima, até uma média de seis anos mais jovem nos homens e dois anos mais jovem nas mulheres.

O estudo também revelou que homossexuais e bissexuais homens e mulheres diferem muito pouco de seus homólogos heterossexuais. A única exceção é que os homens homossexuais são um pouco mais propensos que os homens bissexuais e heterossexuais a ter relações sexuais com parceiros mais jovens do que eles.


Fonte: http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-4198184/Myth-cougar-prefers-older-men.html#ixzz4YaUtDKHu

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Dieta mediterrânea pode beneficiar a Saúde Sexual de pessoas com Diabetes Tipo 2

Cardápio da dieta tem peixe e muitos alimentos integrais e naturais.
Cardápio da dieta tem peixe e muitos alimentos integrais e naturais.
Foto: iStock, Getty Images

Seguir uma dieta mediterrânea - rica em alimentos à base de plantas, azeite e peixe - pode beneficiar a saúde sexual de homens e mulheres com diabetes tipo 2, de acordo com um novo estudo do Diabetes Care, o jornal da American Diabetes Association.

A disfunção sexual é comum entre os diabéticos. De acordo com a Sociedade de Medicina Sexual da América do Norte, homens com diabetes são quatro vezes mais propensos a desenvolver disfunção erétil (DE) em comparação com homens não-diabéticos. Eles também tendem a desenvolver DE em idades mais precoces e com maior gravidade.

Mulheres diabéticas muitas vezes lidam com lubrificação vaginal pobre e baixo desejo sexual. Frequentes infecções fungicas, que irritam o tecido vaginal, pode tornar o sexo desconfortável também.

Estudos anteriores descobriram que as mudanças na dieta, juntamente com outras modificações de estilo de vida, podem ajudar a aliviar problemas sexuais, pelo menos até certo ponto. Pesquisadores da Segunda Universidade de Nápoles, na Itália, investigaram como seguir uma dieta mediterrânea pode afetar a disfunção erétil (DE) e disfunção sexual feminina (FSD) em diabéticos tipo 2.

Típica em áreas do sul da Europa, incluindo a Grécia, Itália, Espanha, França e Portugal, a dieta mediterrânica consiste em grande parte de alimentos à base de plantas: frutas, legumes, feijão, nozes, sementes, leguminosas e grãos integrais. A gordura dietética vem principalmente de azeite; Gorduras sólidas como manteiga são raramente utilizados. O peixe é comido frequentemente e muitas refeições são acompanhadas pelo vinho. Carne vermelha e alimentos açucarados raramente são consumidos.

Este estudo foi parte do estudo randomizado MEditerranean DIet and Type 2 diAbetes (MÉDITA). Duzentas e quinze pessoas com diabetes foram aleatoriamente designadas para comer uma dieta mediterrânea (54 homens e 54 mulheres) ou uma dieta de baixo teor de gordura (52 homens e 55 mulheres).

Para avaliar a sua função sexual, os participantes completaram questionários (Índice Internacional de Função Erétil para homens, o Índice de Função Sexual Feminina para mulheres) no início, antes da randomização e de seis em seis meses. O seguimento durou cerca de oito anos.

Durante esse tempo, a incidência de DE e FSD foi menor para os participantes que seguiram a dieta mediterrânea, quando comparados com aqueles que comeram uma dieta de baixo teor de gordura. Os membros do grupo de dieta mediterrânea também eram menos propensos ​​de ter "deterioração" de DE preexistente ou FSD.

"O estudo atual é o primeiro estudo dietético de longo prazo demonstrando que a dieta mediterrânea conferiu benefício tanto na prevenção (redução do risco relativo de 56%) quanto na deterioração da disfunção sexual em homens e mulheres com diabetes tipo 2 recentemente diagnosticado", escreveram os autores.

Eles acrescentaram que a dieta mediterrânea poderia melhorar o "ambiente inflamatório e risco cardiovascular". Esse resultado poderia, consequentemente, melhorar a função sexual em pessoas com diabetes.


Diabetes.co.uk relatou o seguinte:

"Os resultados do estudo mostraram que os participantes tinham um risco 56% menor de desenvolver disfunção erétil ou disfunção sexual feminina. Adicionalmente, o agravamento da disfunção sexual existente foi melhorado tanto em homens como em mulheres. O risco de agravamento da disfunção erétil foi reduzido em 59% e o risco de piora da disfunção sexual feminina foi reduzido em 50%".

No entanto, mais estudos são necessários para confirmar se a dieta mediterrânica sozinha foi responsável pelos resultados do estudo.

Fonte:
http://www.issm.info/news/sex-health-headlines/mediterranean-diet-might-improve-sexual-function-in-men-and-women-with-type/

Recursos
Associação Americana de Diabetes
"As noções básicas de comer estilo mediterrâneo"
Http://www.diabetes.org/mfa-recipes/tips/2011-09/the-basics-of.html

Diabetes Care
Maiorino, Maria Ida, et ai.
"Prevenção Primária de Disfunção Sexual com Dieta Mediterrânea em Diabetes Tipo 2: O Ensaio Aleatório de MÈDITA"
(Texto integral, publicado on-line antes da impressão: 28 de junho de 2016)
Http://care.diabetesjournals.org/content/early/2016/06/22/dc16-0910

Diabetes.com.br
Jephcote, Bento
"A dieta mediterrânea previne a disfunção sexual no estudo do diabetes tipo 2"
(26 de junho de 2016)
Http://www.diabetes.co.uk/news/2016/jun/mediterranean-diet-prevents-sexual-dysfunction-in-type-2-diabetes-study-92663537.html

Notícias médicas hoje
Nordqvist, cristão
"Dieta mediterrânea: fatos e benefícios para a saúde"
(22 de outubro de 2015)
Http://www.medicalnewstoday.com/articles/149090.php

SexHealthMatters.org
"Diabetes e Satisfação Sexual Feminina"
(23 de agosto de 2012)
Http://www.sexhealthmatters.org/sex-health-blog/diabetes-and-female-sexual-satisfaction-sex-health-blog

"Diabetes - disfunção erétil"
Http://www.sexhealthmatters.org/erectile-dysfunction/diabetes-erectile-dysfunction
"Como o Diabetes afeta sua saúde sexual?"
(12 de março de 2013)
Http://www.sexhealthmatters.org/sex-health-blog/how-is-diabetes-affecting-your-sexual-health


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