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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Cientistas criam novos anticorpos capazes de atacar até 99% dos tipos de HIV


Cientistas criaram um anticorpo que ataca 99% das cepas de HIV e pode prevenir a infecção em primatas.

Ele foi desenvolvido para atacar três partes críticas do vírus - tornando mais difícil para o ele resistir aos seus efeitos.

O trabalho é resultado de uma parceria entre o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e a empresa farmacêutica Sanofi.

A Sociedade Internacional de Aids classificou a pesquisa como um "avanço emocionante". Os testes com humanos para tentar prevenir ou tratar a infecção começarão em 2018.

Os corpos humanos enfrentam uma difícil luta contra o HIV devido à incrível habilidade do vírus de mutar e mudar de aparência.

Essas variações - ou cepas - em um único paciente são comparáveis ​​às do vírus influenza durante um surto de gripe mundial.

Assim, o sistema imunológico se vê lutando contra um número imensurável de cepas de HIV.


Superanticorpos

Mas após anos de infecção, um pequeno número de pacientes desenvolve armas poderosas chamadas "anticorpos de ampla neutralização", que atacam algo fundamental para o HIV e podem matar grandes extensões de cepas do vírus.

Diante disso, pesquisadores têm tentado usar anticorpos de ampla neutralização como forma de tratar o HIV ou prevenir a infecção antes de tudo.

O estudo, publicado na revista científica Science, combina três anticorpos desse tipo em um "triplo anticorpo específico" ainda mais poderoso.

"Eles são mais potentes e têm uma amplitude maior do que qualquer anticorpo natural que tenha sido descoberto", disse à BBC Gary Nabel, diretor científico da Sanofi e um dos autores do estudo.

Os anticorpos mais fortes que se desenvolvem naturalmente atingem 90% das cepas de HIV.

"Estamos conseguindo cobertura de 99% e com concentrações muito baixas do anticorpo", afirmou Nabel.

O experimento, realizado em 24 macacos, mostrou que nenhum dos animais que recebeu o triplo anticorpo específico desenvolveu a infecção quando o vírus foi posteriormente injetado.

"Foi um grau impressionante de proteção", declarou Nabel.

O trabalho incluiu cientistas da Escola Médica de Harvard, do Instituto de Pesquisas The Scripps e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.


'Emocionante'

Os estudos clínicos para testar o anticorpo em pessoas vão começar no ano que vem.

"Esse estudo traz um avanço emocionante", diz a professora Linda-Gail Bekker, presidente da Sociedade Internacional de Aids.

"Esses anticorpos superdesenvolvidos parecem ir além do natural e podem ter mais aplicações do que imaginamos até agora", acrescenta ela.

"É cedo ainda e, como cientista, espero que os primeiros ensaios sejam iniciados em 2018", continua. "Como médica na África, sinto a urgência de confirmar essas descobertas em humanos o mais rápido possível".

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, diz tratar-se de uma abordagem intrigante.

"As combinações de anticorpos que atacam uma parte distinta do HIV podem superar as defesas do vírus na tentativa de conseguir um tratamento e prevenção efetivos baseados", diz.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Viagra, apps de namoro e menopausa contribuem para avanço do HIV entre mulheres acima de 60 anos


A aposentada Luiza (nome fictício) tem 68 anos e sempre priorizou hábitos saudáveis. Alimentação balanceada, caminhadas e aulas de dança faziam parte da sua rotina diária. Até ano passado, ela se orgulhava de não tomar nenhum remédio, "nem para controlar níveis de colesterol, muito menos para diabetes".

Mas as coisas mudaram depois de um breve relacionamento, o primeiro em 15 anos de viuvez, durante o qual Luiza contraiu HIV.

Essa é uma história menos incomum do que parece. De acordo com dados do Ministério da Saúde, apesar de ter caído em quase todas as faixas etárias nos últimos dez anos, a taxa de detecção do vírus entre as mulheres apresentou um aumento de 24,8% no grupo com mais de 60 anos.

Em 2005, essas mulheres representavam 2,9% do total de pacientes diagnosticadas com HIV. Em 2015, eram 6,4%.

Luiza conheceu Manoel, de 62 anos, em bailes e competições de dança para terceira idade. Também aposentado, ele tinha saído de um relacionamento muito longo quando os dois começaram a namorar. Mas a relação não engatou. Poucos meses depois do início, Luiza decidiu acabar o relacionamento. O porquê nem ela sabe.

"Talvez por não saber conviver com outra pessoa depois de tanto tempo sozinha. Ou talvez por não estar apaixonada."

Mas com certeza o fim não foi pela recusa sistemática de Manoel em usar preservativo.

"O jovem que nasceu depois dos anos 80 já iniciou a sua vida sexual sabendo da existência e da necessidade da camisinha. Mas a pessoa acima dos 60 anos teve sua iniciação sexual e grande parte da sua vida ativa sem o preservativo. Então, para eles é muito mais difícil de se acostumar", analisa a psicóloga e gerente operacional do Departamento de DSTs/Aids da Paraíba, Ivoneide Lucena.


Viagra, aplicativos e menopausa

Os idosos hoje vivem uma vida muito mais ativa do que antes do surgimento da Aids.

Por um lado, as drogas para disfunção erétil, como o Viagra, possibilitam uma vida sexual mais longa para o homem. Por outro lado, a mulher que já passou pela menopausa acredita que, por não correr riscos de uma gravidez indesejada, o uso da camisinha se torna desnecessário. Há ainda a popularização dos aplicativos de namoro, permitindo que pessoas se conheçam e se relacionem com mais facilidade.

A tudo isso, soma-se o fato de parte da população ainda acreditar que só são suscetíveis ao vírus aqueles que no passado eram conhecidos como "grupo de risco", ou seja, homossexuais, profissionais do sexo e viciados em drogas.

Pensando assim, muita gente se expõe ao contágio, aumentando cada vez mais o número de heterossexuais soropositivos, por exemplo.

Dentre esses heterossexuais, a mulher está mais propensa à contaminação do HIV. O ginecologista Salviano Brito explica que isso se deve à anatomia: "A mucosa da vagina funciona como uma esponja, tornando mais fácil a contaminação de doenças, seja por vírus, bactéria ou fungo".

Ele lembra ainda que durante o ato sexual é comum acontecerem lesões no órgão, potencializando os riscos de contágio.

Para Luiza, porém, nada disso era novidade, visto que ela havia trabalhado na área de saúde por décadas antes de se aposentar. Então, o que faltou?

"Nada. Sobrou confiança. Fui casada por 32 anos e nunca tive outro relacionamento, nem antes e nem depois. Inocente, achei poderia confiar."



Diagnóstico

Pouco depois do fim do namoro, em meados de 2016, Luiza foi hospitalizada com desidratação, anemia e desnutrição.

Ao fim de 20 dias, ainda debilitada, ela recebeu alta com o diagnóstico de depressão e gastrite. Nessas quase três semanas, a aposentada passou por inúmeros exames, menos o de HIV. "Nenhum médico pediu."

Um mês depois, para verificar se a anemia havia diminuído, Luiza voltou ao hospital. A filha dela, Carolina, de 35 anos, pediu que o teste de HIV fosse feito, mas "só por protocolo".

Um dia depois de pegar o resultado, que deu positivo, e, ainda sem acreditar, Carolina recebeu um telefonema da irmã de Manoel, comunicando o falecimento do irmão. Durante a ligação, a ex-cunhada da mãe comentou que ele era soropositivo.

Carolina não tinha mais dúvida, Luiza havia sido contaminada pelo ex-namorado. "Minha mãe, com quase 70 anos de idade, HIV positivo. Aquilo era inacreditável! Precisei de três dias para conseguir conversar com ela", conta a filha, que tinha na reação da mãe sua maior preocupação.

Quando se recuperou do choque, Carolina decidiu conversar com a mãe, inicialmente sobre a notícia de que Manoel havia falecido e de que ele era soropositivo.

"Eu entendi logo e pensei: HIV? Era só o que me faltava", relata Luiza. Carolina apenas confirmou com o resultado dos exames.


Recomeço

Mãe e filha passaram a lidar com a culpa. Da parte de Carolina, por não ter alertado Luiza sobre os riscos. Da parte de Luiza, por ter se deixado acreditar em um estranho.

A família, então, foi em busca de informação - o dia a dia das duas passou a incluir médicos, remédios e terapias.

"Foi então que vimos que era mais comum do que imaginávamos", conta Carolina. "Nós até encontramos conhecidos nos corredores de postos de apoio, buscando comprimidos ou assistindo palestras. E, principalmente, muitos idosos", completa.

Mas o aumento dos diagnósticos de HIV na terceira idade existe e é bem maior do que se imagina. Segundo relatório divulgado recentemente pela OMS (Organização Mundial de Saúde), 40% de todas as pessoas contaminadas pelo vírus no mundo, cerca de 14 milhões, ainda não sabem.

"Para cada caso notificado, cerca de cinco continuam desconhecidos. Nós trabalhamos com dados que apontam a direção do problema, mas, na verdade, a abrangência da contaminação vai mais longe do que se tem conhecimento", alerta Ivoneide Lucena.


Desafios

Passados oito meses do diagnóstico, Luiza está tomando a medicação antiretroviral diariamente, assim como outras 18 milhões de pessoas em todo mundo. Ela comemora o fato de não ter tido nenhum efeito colateral e mais do que nunca mantém a rotina saudável.

Essa disciplina, segundo o infectologista Tarquino Erastides, é peculiar à idade. "Mesmo com HIV positivo, os jovens pensam que são imortais. Os idosos já perderam essa ilusão. Mais do que viver, eles querem sobreviver."

Hoje, o maior desafio de Luiza, e de tantas outras idosas, é superar o estigma de que o HIV é uma sentença de morte. Para isso, o atendimento psicológico é fundamental.

"O mundo feminino, principalmente nessa idade, convive pouco com a liberdade sexual. Ao se depararem com um diagnóstico positivo, as idosas se sentem culpadas e imediatamente se vinculam à imagem de tragédia, que caracterizou o descobrimento do vírus nos anos 80", afirma a psicóloga Maria Teresa Goyatá, que acompanha o tratamento de Luiza em um Centro de Referência em HIV/Aids, em Brasília.

Segundo ela, após alguns meses de tratamento, a saúde melhora consideravelmente e elas percebem que é possível ter uma vida normal sendo soropositivo. Investir na autoestima e na resiliência da paciente é a parte seguinte da estratégia.

"Por mais que a equipe médica ajude, se a idosa não reagir e assumir as reponsabilidades, o HIV se torna uma doença fatal."

Luiza preferiu não dizer o nome real ou ser fotografada - por isso, sua filha e o ex-namorado também receberam nomes fictícios nesta reportagem. "Só quero alertar as outras mulheres e ficar em paz."

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39387128

quarta-feira, 28 de julho de 2010

CINCUNCISÃO EVITA O CONTAGIO PELO VÍRUS HIV

A circuncisão reduz em 60% o risco de infecção pelo vírus HIV, razão pela qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve promover a cirurgia em países africanos, embora reconheça que não é uma solução definitiva contra a doença. A proposta foi feita nesta terça-feira, 20, em Viena, pelo diretor regional da OMS em Brazzaville (Congo), David Okello, que disse haver "evidências científicas suficientes para promover a circuncisão como um dos métodos para prevenir a aids".

Okello alertou que a cirurgia, cuja operação custa aproximadamente US$ 50, não é um "preservativo natural" e que a intervenção cirúrgica deve ser acompanhada por um intenso trabalho de esclarecimento, principalmente sobre o uso de preservativos. A organização americana Population Services International (PSI), que faz circuncisões, já operou cerca de 60 mil homens desde 2008 em países africanos como Quênia, Suazilândia, Zâmbia, Botsuana e Zimbábue.

Pesquisas posteriores feitas com 6 mil homens revelaram que a intervenção reduziu o risco de infecção pelo vírus HIV. No entanto, as mulheres mantêm o mesmo risco de exposição à doença se tiverem relações sexuais sem proteção com homens circuncidados. Para Bill Gates, da Microsoft, que financia uma campanha de circuncisão na África "o custo de não fazer nada é muito superior ao dos programas de circuncisão".

Para Krishna Yaffo, diretora do PSI para o HIV, se 80% da população masculina da África Oriental e do Sul fizesse a circuncisão, "seria possível evitar, nos próximos 5 anos, cerca de 4 milhões de infecções" até 2025. Alcançar esses resultados representaria, segundo Yaffo, "uma economia de despesas de saúde de US$ 20 bilhões no mesmo período".

A iniciativa não está isenta de polêmica, e a organização americana Intact America (IA) faz coro com os críticos do método. "A promoção da circuncisão masculina promove uma mensagem errônea, cria um sentido equivocado de proteção e expõe as mulheres a mais riscos de se infectar com o HIV", declarou em comunicado a diretora do IA, Georganne Chapin.

"Os homens já fazem fila (na África) para ser circuncidados, acreditando que não precisariam mais usar o preservativo", disse Georganne.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Educação sexual é feita de forma eficiente?

A necessidade de mudar a metodologia da educação sexual para crianças e jovens crescerem emocionalmente e fisicamente mais saudáveis é consenso entre educadores e cientistas. O desafio se torna ainda mais emergencial diante dos resultados como os de pesquisa feita no México que aponta o avanço da Aids entre jovens heterossexuais menores de 25 anos. Naquele país o governo gasta US$ 20 milhões ao ano com medicamentos contra a doença.

Uma das soluções é investir na educação sexual dos adultos. Embora seja importante esclarecer e educar crianças e jovens, nesta faixa etária o aprendizado acontece mais através de exemplos e referências adultas. Não adianta falar sobre sexo na escola se em casa os adultos não souberem como tratar o tema de forma natural e educativa.

Sem referência segura, os jovens se encontram abandonados às próprias decisões e consequências. Da pré-adolescência à fase adulta, o jovem enfrenta uma revolução emocional e física. É nesta época que a libido está mais alta fazendo com que o número de parceiros sexuais seja maior, aumentando os riscos do contágio de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

Preparar os adultos é mais complicado do que criar uma metodologia eficiente para jovens e adolescentes. O adulto já ''formatou'' seu modo de pensar e sentir o assunto, baseado na sua vivência. Romper este paradigma pessoal para permitir que a pessoa passe a ter uma visão diferente de si mesma e do mundo é o maior desafio.

Por isso é muito importante a abordagem ser individual. O primeiro passo é capacitar médicos e profissionais de saúde de todas as áreas para serem capazes de diagnosticar a presença de distúrbios sexuais. Esta abordagem ajuda o indivíduo a encontrar o equilíbrio, melhorando inclusive sua auto-estima. A mudança ajudaria a criar adultos capazes de dar o apoio necessário aos jovens dentro de casa.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Bareback: a roleta-russa do sexo


Desde que a Aids começou a se espalhar pelo mundo, no início da década de 1980, todas as autoridades sanitárias e também de entidades ligadas à proteção da vida, lutam para reduzir os índices de contaminação do vírus HIV que já matou milhões de pessoas desde que ele foi identificado.

São assustadoras as notícias de um movimento que está se espalhando pelo mundo que incentiva o sexo sem o uso de preservativos entre os homossexuais masculinos. É o chamado Bareback, ou numa tradução mais livre, montar em pelo. O movimento, que teria começado na Europa e Estados Unidos chegou ao Brasil e é muito preocupante.

Os homossexuais que praticam o bareback alegam que os medicamentos disponíveis hoje controlam o HIV. Também dizem que quando se verifica a contaminação acaba a ansiedade e por isto deixam de se preocupar. Pode parecer insanidade um comportamento deste, a busca do prazer sem medir as consequências, mas é o que está ocorrendo em alguns grupos.

Recentemente foi realizada uma pesquisa num centro de tratamento de Aids na Inglaterra e foi descoberto que 62% dos entrevistados faziam sexo sem camisinha. Estas pessoas estão colocando em risco a sua saúde e a de outras pessoas.

Uma das coisas que precisamos deixar claro é que, apesar dos avanços da medicina, e que são animadores, a Aids anda é um problema muito sério. Há medicamentos que inibem o vírus HIV, porém, é mentira que a contaminação não afeta a qualidade de vida da pessoa que toma a medicação. É bom lembrar que no nosso país, onde a crise no Sistema de Saúde é noticiado todos os dias, poucos têm acesso aos medicamentos.

No Brasil, carente de estatísticas em praticamente todas as áreas, não se sabe quantas pessoas estão participando desta verdadeira roleta-russa, mas há vários sites na internet que incentivam a prática do bareback.

Sem querer ser alarmista, seria interessante que a Saúde Pública fizesse um trabalho também focado nestes grupos. O Brasil avançou muito no combate a Aids e é exemplo para vários países. Conter estas “modernidades” é essencial, pois se houver um crescimento no número de contaminações, possivelmente o sistema de saúde não conseguirá atender à todos e o resultado disso é o óbito dos que forem premiados com a roleta-russa.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Cuidado com doenças sexualmente transmissíveis


Os números são alarmantes. Uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde sugere que mais de 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de uma doença sexualmente transmissível (DST). Desse total, cerca de 18% dos homens e 11,4% das mulheres não buscaram atendimento médico. "É importante ressaltar que os problemas causados pelas DSTs podem aumentar em até 18 vezes as chances de contrair o vírus da Aids (HIV)", diz a ginecologista Rosa Maria Leme. "Existem diversas doenças, como a herpes, por exemplo, que apresentam sintomas que logo desaparecem, mas o vírus continua presente. Por isso é importante ficar sempre atento." Mas será que todos os sinais do corpo podem sinalizar uma DST? Para você entender mais sobre o assunto, destacamos as principais características que acendem o sinal vermelho e pedem uma consulta de emergência com o seu médico.

Secreção vaginal ou corrimento

A especialista explica que pequenas secreções claras e sem cheiro, até uma semana antes da menstruação, são normais. O problema é quando o sintoma persiste. "Qualquer secreção vaginal mais amarelada, verde, pink ou até mesmo a branca, quando em grande quantidade, pode sinalizar algum problema de infecção ou até alguma DST, como a gonorreia. A mulher precisa ficar atenta, principalmente quando ela nunca apresentou nenhum sinal de corrimento", explica a especialista.

Verrugas genitais

Elas funcionam como um alerta do corpo e precisam de exames específicos para serem analisadas. "O aparecimento de pequenas verrugas (externas ou internas) serve como um sinal vermelho para algumas doenças, como o HPV, que na mulher aumenta muito as chances de câncer de colo de útero", explica a ginecologista.

Cheiro forte

Ao perceber um cheiro forte não característico, na região da vagina, busque um especialista. "O odor ruim pode estar totalmente ligado a uma bactéria e a uma infecção. O quadro pode gerar pus, que altera o odor normal da região e, em alguns casos, pode causar ardência e irritação", diz Rosa Maria Leme.

Coceira

Normalmente a coceira não está relacionada a nenhuma DST, mas precisa de atenção especial. "Em geral, esse problema está ligado à infecção por um fungo chamado cândida, que além da coceira, vem acompanhado de corrimento. Mas vale lembrar que a coceira também pode estar relacionada a outras infecções genitais menos frequentes ou até menos ao chato (uma espécie de piolho, que se instala na região pubiana)".

Dor durante a relação sexual

Dores durante o sexo também podem sinalizar que algo não anda bem. "Principalmente nas mulheres que apresentam feridas internas na maioria dos casos de DST, a dor durante a penetração pode ser preocupante. Sinais como forte ardência e incômodo indicam que algo não vai bem e uma visita ao médico precisa ser agendada ", explica a especialista.

Grupo de risco

As pessoas que estão no grupo de risco das DSTs precisam de cuidados ainda maiores. "Mulheres com muitos parceiros sexuais ou que não usam métodos contraceptivos de barreira, como a camisinha, precisam de uma consulta urgente com um especialista, pois além de estarem colocando a saúde em risco, estão ameaçando a de seus parceiros", alerta Rosa Maria Leme.

Visite o ginecologista

Para afastar o risco de doenças, a consulta com o especialista e a realização de exames preventivos é essencial. "Toda mulher que já tiver tido relação sexual, deve obrigatoriamente passar por uma consulta ginecológica anual para realização de exames de rotina ginecológica e para prevenção de câncer de colo uterino, como exames hormonais e ultrassom para checar útero e ovários".

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Beijo - Vik Muniz

Cerca de 1.200 pessoas reuniram-se no dia 20 de setembro de 2009 para lutar contra o preconceito e o estigma de quem tem Aids. O fotógrafo e artista plástico de renome internacional Vik Muniz fotografou seis mosaicos formados cada um por cerca de 600 soropositivos e solidários à causa.

Uma nova imagem surgiu a partir de várias outras pequenas. Essa é a maior característica do trabalho do paulista radicado em Nova York. A ação faz parte da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2009, organizada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, pelo Centro de Referência e Treinamento de São Paulo e pelo Programa Municipal de DST e Aids de Guarulhos e com o apoio de várias organizações locais.

Os voluntários seguraram cartões coloridos para formar imagens de beijos, símbolo universal do amor e da solidariedade. Essa será a primeira obra de Vik Muniz sobre o tema HIV/Aids. O resultado ficará exposto no MASP, Museu de arte de São Paulo. As fotos dos mosaicos foram tiradas no Ginásio Pascoal Thomeu (Guarulhos/SP).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sexo oral pede proteção redobrada


Os estudos sobre o sexo oral comprovam que a prática é bem vista pelos brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, 66,8% dos homens e 63,4% das mulheres admitem realizar a modalidade. Mas será que os brasileiros se protegem na hora do sexo oral? "A prática também pode transmitir todos os tipos de Doenças Sexualmente Transmissiveis (DST)", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme.

De acordo com a especialista, de cada 10 mulheres que são atendidas no consultório, 7 confessam que não usam camisinha para fazer sexo oral em seus parceiros. Um dado preocupante devido os riscos que o sexo oral sem proteção pode trazer ao organismo. Doenças como herpes, sífilis e gonorreia podem ser facilmente transmitidas a partir da prática. "Uma pequena área lesada permite a entrada de um vírus. E vale lembrar que pequenos machucados na boca são muito comuns", explica o ginecologista e obstetra Linderman Alves Vieira. Até mesmo o HIV, vírus causador da Aids, pode ser transmitido através do sexo oral, embora as chances de contaminação sejam menores do que quando ocorre a penetração. "O pH da boca (neutro e-ou levemente ácido) e o contato somente com a superfície do pênis ou da vagina diminuem os riscos de contágio. Mas, mesmo apesar de pequeno, o perigo existe", diz a Dra Neme.


Proteção na mulher

Os ginecologistas são taxativos ao dizer que a proteção da vagina para a prática do sexo oral é totalmente deficiente. "No caso das mulheres o problema é maior, porque não existe nenhum amparo específico, como há a camisinha masculina, para a prática do sexo oral", diz a ginecologista Rosa Maria Neme. Mas existe algum jeito de se proteger? "Mesmo a camisinha feminina não vai proteger, então, a dica é utilizar o papel filme (o mesmo usado na cozinha para embalar alimentos) para cobrir a vagina e não existir o contato direto da boca com a pele", diz a especialista. "O papel deve fazer a cobertura de toda a região da vagina. A boca só pode entrar em contato com o plástico, e não com a vulva", ressalta. Outra dica da ginecologista é usar a camisinha masculina como escudo. "Cortar a camisinha ao meio e colocá-la sob a vulva pode ser uma alternativa. O lado positivo é que elas apresentam sabores e até texturas diferenciadas, fatores que favorecem a utilização", diz.


Proteção no homem

Os problemas são menores quando o sexo oral é realizado no homem, pois a camisinha apresenta uma proteção bastante eficiente. "O preservativo impede que a boca entre em contato direto com o pênis, oferecendo a proteção necessária", diz o ginecologista Linderman Alves Vieira. Mas, vale lembrar que a camisinha deve ser usada para todas as variações da relação sexual. "Existem pessoas que só colocam a camisinha no meio da prática do sexo oral, hábito que anula a proteção. Ela deve ser colocada logo que o sexo passar das preliminares", afirma o especialista.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Álcool pode afetar o sexo?





Muita gente considera algumas bebidas, como o vinho afrodisíacas. O fato é que a bebida alcoólica age diretamente sobre o sistema nervoso central, afetando os reflexos. Em pequena quantidade o álcool proporciona uma sensação de relaxamento e até uma certa desinibição. E esta sensação de euforia provocada pela bebida é traduzida por alguns como importante para o relacionamento sexual. É daí que se cria a imagem de que algumas bebidas são afrodisíacas. Algumas bebidas mexem com todos os cinco sentidos: tato, olfato, paladar, audição e visão. O vinho, por exemplo, ajuda a criar um ambiente sedutor, a potencializar o desejo. Porém, consumido em quantidade, o álcool transforma-se num sério problema. Neste caso, ele funciona como depressor e inibidor do processo fisiológico do ato sexual. O abuso pode acabar com qualquer clima sensual e provocar graves problemas de saúde. Alguns jovens e até mesmo adultos consomem a bebida como se ela fosse um remédio para a ejaculação precoce, já que em pequena quantidade provoca essa sensação de desaceleração, reduzindo o nível de ansiedade.

O álcool também é muito usado pelos jovens que o consideram importante para aumentar a coragem na hora da paquera, da primeira abordagem, do primeiro contato. A bebida alcoólica, consumida sem moderação e com irresponsabilidade pode trazer sérios transtornos para quem a consome. Ela provoca o envelhecimento precoce e compromete a libido e a capacidade de ereção, prejudicando sensivelmente a qualidade de vida sexual do indivíduo.

Uma questão importante que é preciso ser abordada sempre é que os adolescentes depois de ingerirem bebidas alcoólicas ficam mais descuidados com relação ao sexo. Empolgados, muitos deles esquecem de usar preservativo, aumentando muito o risco de contraírem doenças sexualmente transmissíveis. O Instituto Barong, organização que trabalha para a redução da incidência da Aids no Brasil, realizou uma pesquisa com 834 jovens entre 13 e 30 anos, a organização encontrou uma estatística que comprova a relação direta entre o consumo de álcool e a diminuição do uso de preservativos. Entre as pessoas que consumiram álcool em diferentes quantidades e tiveram relações sexuais na noite anterior à pesquisa, 73,7% não usaram preservativos, revela a pesquisa.

A propaganda também tem um fator de influência muito grande no consumo da bebida alcoólica porque sempre mostra pessoas consumindo o álcool em situações de grande prazer. O problema é que ela nunca mostra o outro lado. O lado das pessoas que consomem sem moderação e destroem a própria vida e a de seus familiares.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Camisinha em forma de gel para prevenir HIV é testada




Produto forma uma barreira para impedir a passagem do vírus

A Universidade de Utah, nos Estados Unidos, afirma que a camisinha molecular, em forma de gel, está prestes a ficar disponível aos consumidores. O produto é mais um método de prevenção contra o vírus HIV, causador da Aids.

De acordo com os pesquisadores, a nova camisinha seria aplicada na vagina antes da relação sexual e quando entrasse em contato com o esperma liberaria uma substância antiviral para atacar o HIV, formando uma rede que impede a passagem do vírus.





Fonte: Minha Vida