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terça-feira, 25 de abril de 2017

Viagra Feminino encontrado em duas pílulas naturais vendidas sem receita


A FDA (Food and Drug Administration) recolheu dois suplementos vendidos sem receita depois de descobrir que eles continham o produto químico rigorosamente controlado usado com prescrição única.

Zrect For Women e LabidaMAX são comercializados como suplementos naturais para dar às mulheres um impulso natural da libido.

No entanto, de acordo com uma agência de registro, ambos foram recolhidos por conter flibanserina, um produto químico que foi aprovado apenas recentemente.

O único medicamento aprovado pela FDA que contém flibanserina é Addyi, amplamente apelidado de "Viagra Feminino".

Addyi é vendido como um tratamento para desordem de desejo sexual hipoativo, que estima-se afetar de 10 a 40 por cento das mulheres, após duas rejeições anteriores pela FDA.

Dado os efeitos - e os efeitos colaterais - só está disponível sob prescrição e os pacientes recebem uma longa lista de avisos.

Um estudo realizado pela Erasmus University School of Medicine, na Holanda, descobriu que uma em cada três mulheres que tomaram a droga experimentaram efeitos secundários, incluindo náuseas e fadiga.

De acordo com o relatório da FDA, nenhum paciente relatou efeitos colaterais de tomar Zrect e LabidaMAX.

No entanto, o fabricante Orgânic Herbal Supply, Inc. concordou voluntariamente em recolher os produtos, juntamente com outros nove que continham Tadalafil, o ingrediente ativo do Viagra.

Há uma crescente discussão sobre a regulamentação de suplementos "naturais" e o uso não controlado de produtos químicos controlados.

O site da Organic Herbal Supply Inc. afirma: "Oferecemos os melhores produtos para o sexo masculino e feminino no mercado".

A empresa não se pronunciou sobre o assunto.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Como você pode ter uma vida sexual melhor ao praticar atividades físicas


Suar a camisa na academia é a chave para ter uma vida sexual mais saudável. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Harvard com 22 mil homens de 40 a 70 anos, aqueles que se exercitam regularmente têm uma melhora significativa na função erétil. Na Unicamp, pesquisadores analisaram mais de 600 mulheres acima de 50 anos e descobriram uma correlação entre ser fisicamente ativa e manter a vida sexual em dia. Ainda não está convencido? Estudiosos da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, revelaram que mulheres que tomam antidepressivos (que usualmente diminuem a libido) apresentam maior apetite sexual e lubrificação logo depois de treinarem.

A ciência ainda não estabeleceu exatamente qual é a relação entre exercícios e sexo, principalmente porque não é possível mensurar a libido por meio de exames e, portanto, todas as pesquisas são baseadas na autorreferência – ou seja, quem avalia se algo fez efeito ou não são as pessoas que participam dos estudos. Para Diego Leite de Barros, fisiologista do esporte do HCor e diretor da DLB assessoria esportiva, de São Paulo, uma provável explicação estaria relacionada à satisfação com o próprio corpo. “Uma pessoa pode ter vergonha de seu corpo e, de repente, ver seu físico ficar mais desenhado. Com a autoestima lá em cima, ela fica mais confiante na cama”, argumenta.

A melhora da circulação sanguínea também pode ser uma resposta. Nosso corpo funciona assim: toda vez que precisamos focar em uma atividade, ele concentra maior fluxo sanguíneo nessa região – se você comeu muito, por exemplo, ele é direcionado para o sistema digestório. “Quando há estímulo sexual, o sangue é encaminhado com maior enfoque para os órgãos genitais. No homem, a resposta é a ereção”, afirma Eduardo Vieira da Motta, ginecologista e mastologista do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo. Quem se exercita ganha vasos mais eficientes no transporte de sangue – logo, ele chega onde precisa com mais eficiência.



Libido em alta

Praticar exercícios estimula, e muito, nossa libido. “Isso acontece porque a atividade física melhora a ativação de áreas do sistema nervoso simpático que, entre outras funções, promove a liberação de adrenalina, hormônio que faz o coração bater mais forte”, explica Celso Gromatzky, urologista do Hospital Sírio Libanês e professor da Faculdade de Medicina do ABC. Junta-se à adrenalina a secreção de endorfinas, ocitocina e testosterona e a mente alcança um estado de relaxamento e prazer ímpar, que deixa qualquer um propenso a se animar na cama. “A testosterona está relacionada ao aumento da libido e, coincidentemente, também é peça-chave para o desenvolvimento dos músculos”, diz Gromatzky.

Todas as atividades físicas estimulam o corpo a secretar esse hormônio, porém há uma modalidade que é ainda mais potente nesse quesito: a musculação. Quando nos exercitamos, os músculos sofrem microlesões. Para reconstruir o tecido lesionado, o organismo sintetiza mais proteínas. “Para que aconteça essa síntese proteica, o organismo libera testosterona. Como as microlesões acontecem mais na musculação, a secreção de testosterona – e, consequentemente, o aumento da libido – será maior caso opte por essa atividade”, salienta Rodrigo Cenzi, diretor técnico da Academia Leven, de São Paulo.

O melhor momento para aproveitar a bomba hormonal pró-libido é alguns minutos após o treino. “É quando as pessoas estão com os níveis de satisfação maiores, mais alegres e mais dispostas”, aponta Cátia Damasceno, fisioterapeuta especialista em uroginecologia, de São Paulo. O mais importante é manter uma rotina ativa, pois os efeitos só serão observados depois de três meses de exercícios regulares.

Mas nada de sair treinando loucamente para turbinar a vida debaixo dos lençóis. Exagerar na dose, principalmente em atividades prolongadas e intensas, faz o organismo produzir mais cortisol, o famoso hormônio do estresse. “Toda vez que você está sob pressão, o cérebro entende que está em risco e desencadeia uma série de reações para enfrentar a situação. Uma delas é produzir esse hormônio. Por isso, todo o foco vai para esse instinto, deixando a busca pelo prazer em último plano”, ressalta Motta. Quando o cortisol está em alta, o corpo produz menos testosterona. Isso explica porque transar está no final da lista de prioridades de uma pessoa estressada. Além disso, treinos potentes deixarão os músculos doloridos, tirando toda a disposição física para o sexo. Por isso, lembre-se: treine cerca de três vezes por semana e tire dias de descanso entre cada atividade. O segredo está no equilíbrio.

Helô Oliveira
Colaboração para o UOL
Fonte: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/01/21/como-ter-uma-vida-sexual-melhor-ao-praticar-atividades-fisicas.htm



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