segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Como você pode ter uma vida sexual melhor ao praticar atividades físicas


Suar a camisa na academia é a chave para ter uma vida sexual mais saudável. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Harvard com 22 mil homens de 40 a 70 anos, aqueles que se exercitam regularmente têm uma melhora significativa na função erétil. Na Unicamp, pesquisadores analisaram mais de 600 mulheres acima de 50 anos e descobriram uma correlação entre ser fisicamente ativa e manter a vida sexual em dia. Ainda não está convencido? Estudiosos da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, revelaram que mulheres que tomam antidepressivos (que usualmente diminuem a libido) apresentam maior apetite sexual e lubrificação logo depois de treinarem.

A ciência ainda não estabeleceu exatamente qual é a relação entre exercícios e sexo, principalmente porque não é possível mensurar a libido por meio de exames e, portanto, todas as pesquisas são baseadas na autorreferência – ou seja, quem avalia se algo fez efeito ou não são as pessoas que participam dos estudos. Para Diego Leite de Barros, fisiologista do esporte do HCor e diretor da DLB assessoria esportiva, de São Paulo, uma provável explicação estaria relacionada à satisfação com o próprio corpo. “Uma pessoa pode ter vergonha de seu corpo e, de repente, ver seu físico ficar mais desenhado. Com a autoestima lá em cima, ela fica mais confiante na cama”, argumenta.

A melhora da circulação sanguínea também pode ser uma resposta. Nosso corpo funciona assim: toda vez que precisamos focar em uma atividade, ele concentra maior fluxo sanguíneo nessa região – se você comeu muito, por exemplo, ele é direcionado para o sistema digestório. “Quando há estímulo sexual, o sangue é encaminhado com maior enfoque para os órgãos genitais. No homem, a resposta é a ereção”, afirma Eduardo Vieira da Motta, ginecologista e mastologista do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo. Quem se exercita ganha vasos mais eficientes no transporte de sangue – logo, ele chega onde precisa com mais eficiência.



Libido em alta

Praticar exercícios estimula, e muito, nossa libido. “Isso acontece porque a atividade física melhora a ativação de áreas do sistema nervoso simpático que, entre outras funções, promove a liberação de adrenalina, hormônio que faz o coração bater mais forte”, explica Celso Gromatzky, urologista do Hospital Sírio Libanês e professor da Faculdade de Medicina do ABC. Junta-se à adrenalina a secreção de endorfinas, ocitocina e testosterona e a mente alcança um estado de relaxamento e prazer ímpar, que deixa qualquer um propenso a se animar na cama. “A testosterona está relacionada ao aumento da libido e, coincidentemente, também é peça-chave para o desenvolvimento dos músculos”, diz Gromatzky.

Todas as atividades físicas estimulam o corpo a secretar esse hormônio, porém há uma modalidade que é ainda mais potente nesse quesito: a musculação. Quando nos exercitamos, os músculos sofrem microlesões. Para reconstruir o tecido lesionado, o organismo sintetiza mais proteínas. “Para que aconteça essa síntese proteica, o organismo libera testosterona. Como as microlesões acontecem mais na musculação, a secreção de testosterona – e, consequentemente, o aumento da libido – será maior caso opte por essa atividade”, salienta Rodrigo Cenzi, diretor técnico da Academia Leven, de São Paulo.

O melhor momento para aproveitar a bomba hormonal pró-libido é alguns minutos após o treino. “É quando as pessoas estão com os níveis de satisfação maiores, mais alegres e mais dispostas”, aponta Cátia Damasceno, fisioterapeuta especialista em uroginecologia, de São Paulo. O mais importante é manter uma rotina ativa, pois os efeitos só serão observados depois de três meses de exercícios regulares.

Mas nada de sair treinando loucamente para turbinar a vida debaixo dos lençóis. Exagerar na dose, principalmente em atividades prolongadas e intensas, faz o organismo produzir mais cortisol, o famoso hormônio do estresse. “Toda vez que você está sob pressão, o cérebro entende que está em risco e desencadeia uma série de reações para enfrentar a situação. Uma delas é produzir esse hormônio. Por isso, todo o foco vai para esse instinto, deixando a busca pelo prazer em último plano”, ressalta Motta. Quando o cortisol está em alta, o corpo produz menos testosterona. Isso explica porque transar está no final da lista de prioridades de uma pessoa estressada. Além disso, treinos potentes deixarão os músculos doloridos, tirando toda a disposição física para o sexo. Por isso, lembre-se: treine cerca de três vezes por semana e tire dias de descanso entre cada atividade. O segredo está no equilíbrio.

Helô Oliveira
Colaboração para o UOL
Fonte: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/01/21/como-ter-uma-vida-sexual-melhor-ao-praticar-atividades-fisicas.htm



Os artigos aqui postados não necessariamente expressam a visão da equipe

“As informações fornecidas neste blog destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura por causa de algo que tenha lido em nosso blog, site e mídias sociais da Clínica Dantas.”

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O consumo de amêndoas ajuda a reduzir o colesterol total e LDL


De acordo com o resultado de uma meta análise e revisão sistêmica de estudos randomizados e controlados, os profissionais de saúde que recomendam o consumo de amêndoas podem se sentir seguros e felizes por tal procedimento.  O estudo, publicado em Journal of Nutritional Science, mostra que comer amêndoas pode reduzir o colesterol total, colesterol LDL ("ruim") e triglicerídeos, sem ter impacto significativo nos níveis de colesterol HDL (“bom”).

Dezoito estudos considerados relevantes (e vinte e sete amostras estratificadas) foram incluídos baseando-se em critérios estabelecidos, tendo os 837 participantes uma média de consumo de amêndoas de 20 a 113 gramas por dia. Quando os dados foram agrupados, a redução no colesterol total foi de 5,92 mg/dL. Entre aqueles que a quantidade de amêndoas consumidas foi de pelo menos 45 g/dia, a redução no colesterol total foi de 8,20 mg/dL.

Da mesma forma, quando os dados de todos os estudos foram agrupados, a redução do colesterol LDL foi de 4,80 mg/dL. As reduções foram de 5,10 mg/dL e 6,11 mg/dL quando a meta-análise foi restrita aos estudos nos quais pelo menos 45g de amêndoas foram consumidas por dia e nos quais os indivíduos tinham níveis elevados de colesterol LDL no início do estudo, respectivamente.

Os autores notam que o mecanismo pelo qual o consumo de oleaginosas favorece alterações do perfil lipídico (colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos) não é totalmente compreendido até a data. Densas em valores nutritivos (entre os quais, fibra, vitamina E, riboflavina, magnésio), no caso das amêndoas, elas oferecem um perfil de ácido graxo favorável, além de conter outros constituintes como esteróis e flavonoides, os quais, coletivamente, devem ser importantes para este mecanismo de melhora do perfil lipídico e risco de doença cardíaca. Adicionalmente, é possível que as mudanças favoráveis com o consumo de amêndoas estejam relacionadas, pelo menos em parte, a melhorias concomitantes no peso e na composição corporal: “Em vários dos estudos que foram incluídos em nossa meta-análise houve reduções significativas no peso corporal com o consumo de amêndoas em relação ao controle”, escreveram os autores.

"O consumo de amêndoas como parte de uma dieta saudável deve ser encorajado a fim de melhorar os níveis de lipídios no sangue e reduzir o risco de doença cardíaca", concluem.


Fonte: http://essentialnutrition.com.br/conteudos/amendoas-ajuda-reduzir-colesterol/
Estudo: Kathy Musa-Veloso, et al. The effects of almond consumption on fasting blood lipid levels: a systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials. Journal of Nutritional Science, 2016. DOI: 10.1017/jns.2016.19


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

"Abraçadora" profissional cobra R$ 250 para abraçar homens carentes

Janet é uma "abraçadora" profissional; ela descobriu atividade em workshop de sexualidade
Janet é uma "abraçadora" profissional; ela descobriu atividade em workshop de sexualidade imagem: Reprodução/Daily Mail



Apesar de não se considerar uma pessoa carinhosa, a norte-americana Janet Trevino, 37, está ganhando a vida distribuindo abraços. Uma "abraçadora" profissional, ela cobra cerca de R$ 250 por hora para abraçar e dar carinho para homens carentes. 

Moradora de San Antonio, nos EUA, Janet começou a trabalhar em agosto como abraçadora para completar a renda. Porém, por causa da alta demanda, ela se tornou profissional por volta de setembro. 

Atualmente, ela passa de 13 a 20 horas abraçando homens que têm dos 40 aos 70 anos. Nesta "brincadeira", ela junta por volta de R$ 5 mil por semana, de acordo com o tabloide "Daily Mail".

Janet, que tem um companheiro chamado Carlos, disse, em entrevista à publicação, que sempre foi naturalmente apoiadora das pessoas que estavam a sua volta e que chegou a pensar, aos 20 e poucos anos, em virar missionária. "Acredito que as pessoas realmente precisam de mensagens de esperança e eu gostaria de espalhar isso". 

A moça descobriu a profissão, que inclui dormir de conchinha e outras posições que não envolvem relações sexuais, ao participar de um workshop sobre sexualidade. Assim que entrou em contato com a atividade, se inscreveu em cursos livres para aprender como fazer seus clientes se sentirem seguros e amados. "Assim que comecei, percebi que sou muito boa no que faço", falou Janet, que tem um estúdio dentro de sua própria casa. 

"Meus clientes costumam ser veteranos de guerra, já que moro em uma cidade militar, mas atendo todos os tipos de pessoas", contou. 

O serviço é praticamente feito "sob medida". Isto porque, antes de atender o cliente, Janet costuma conversar com ele por telefone para descobrir o que ele realmente precisa. "Não é como ir fazer uma massagem", explicou. "Preciso fazê-los entenderem o que exatamente é o meu trabalho para que eu também esteja segura". 

Quando ele chega ao estúdio, Janet conversa novamente com ele para que não haja nada desconfortável para ambos e pergunta como ele gosta de experimentar o toque humano. "É sobre consentimento e laços", afirmou.


7 Museus Eróticos pelo Mundo

1.Museum of Sex (MofSex)
Onde: Nova York > EUA

Em funcionamento desde 2002, tem acervo com mais de 15 mil peças e exposições itinerantes. Embora as salas temáticas não sejam pornográficas, você encontra obras de arte e instalações eróticas, fotografias antigas (tipo final dos anos 1800!) que retratam práticas sexuais (ménage a trois, orgias, sadomasoquismo), fantasias e fetiches, ilustrações com os primeiros cintos de castidade e vibradores pioneiros, estudos de anatomia humana, história do ativismo gay, entre outros. O ingresso para adultos (sempre acima dos 18 anos) custa, em média, R$ 60. No bar anexo, você pode brindar a experiência com um drinque de nome obsceno. Site.

2. Word Art Erotic Museum (Weam)
Onde: Miami > EUA

Uma das obras eróticas de Picasso faz parte do acervo do Weam
(Reprodução / weam.com)

Surgiu em 2005, a partir da coleção pessoal de Naomi Wilzig. Não é “putaria”, não. O museu se define como “o maior acervo de arte fina erótica dos Estados Unidos”. Quer dizer que suas 4 mil peças não têm caráter explícito, mas artístico. São móveis (uma cama talhada com 138 posições do Kama Sutra!), quadros (até Picasso em versão sacaninha!) e esculturas (de autores como Botero) originárias de várias culturas. Óbvio que não pode fotografar nada nem ~se empolgar~ no local, cuja entrada custa cerca de R$ 50. Site.

3. Erotic Museum Harry Mohney (EMH)
Onde: Las Vegas > EUA

O enorme espaço não reúne só obras de arte e os objetos históricos. Tem muita coisa contemporânea, como documentário sobre masturbação e exposição de calendários com homens nus. Além disso, o lugar abre as portas para eventos como shows de burlesco e pole dance, worshop para casais sobre sexo tântrico e competição de literatura erótica. Tá lá no site do museu que ele é “dedicado à crença de que o prazer/diversão sexual são aspectos naturais do ser humano”. Não é barato, não: ingressos de eventos específicos podem passar dos R$ 100. Site.

4. Museu de l’Eròtica
Onde: Barcelona > Espanha

Uma rudimentar “cadeira da tortura” exposta no museu erótico de Barcelona
(Reprodução / erotica-museum.com)

Fica na turística região das Ramblas e oferece todos os dias tour guiado por uma sósia de Marilyn Monroe. O acervo mais enxuto, de 800 peças, traz registros históricos e culturais sobre a influência do erotismo na humanidade desde civilizações antigas (saca o Egito Antigo de Cleópatra?) ao pop das pin-ups. Também realiza eventos como saraus eróticos, apresentações de teatro mais alternativas e festanças. Custa uns R$ 30. Site.

5. Sex Machines Museum
Onde: Praga > República Tcheca

Um edifício do século XVII, com três andares, abriga mais de 300 exposições e coleções de objetos garimpados pelo proprietário Oriano Bizzocchi. Imagina que demais sair pelo mundo catando antigos vibradores e corsets e equipamentos para impedir a masturbação! O visitante do museu é conduzido pelas curiosidades e “perversões” da sexualidade humana ao longo da História. E acaba se dando conta de como as pessoas sempre inventaram máquinas projetadas para o prazer – lá também estão expostos moderníssimos produtos eróticos, alguns dos quais sequer lançados no mercado. Você vai gastar cerca de R$ 30 com o ingresso. Site.

6. Venus Temple
Onde: Amsterdã > Holanda

Escultura que integra o acervo do Venus Temple
(Reprodução / sexmuseumamsterdam.nl)

Todos os anos, cerca de meio milhão de pessoas visitam esse pequeno labirinto de quartos e corredores eróticos com “vistas tentadoras”. Aberto em 1985, traz coleções de arte / objetos de diversas idades e culturas que remontam a história da sexualidade (o que pode ser meio brochante, como nos outros museus, para quem cria expectativas mais picantes). Telas e fotografias nada puritanas, além de relíquias como porcelanatos antiguíssimos e bem explícitos. Vale pagar cerca de R$ 15 pelas curiosidades e atrações / exposições especiais. O passeio pode se estender pela região da Red Light District (“bairro da luz vermelha”), famoso pelas “vitrines de prostitutas” – que também ganhou o “Red Light Secrets”, um museu sobre as profissionais do sexo instalado num antigo bordel. Site.

7. Tochka G
Onde: Moscou > Rússia

Pelo valor equivalente a R$ 30, o turista pode descobrir o “Ponto G” (tradução de “Tochka”). Um local no mínimo abusadinho para os padrões russos conservadores – que perseguem ainda hoje a comunidade LGBT. Distribuídas em 800 metros quadrados estão milhares de peças de arte erótica nos mesmos moldes daquelas encontradas nos outros museus. A diferença é a possibilidade de finalizar o tour cult num hipermercado do prazer – onde você pode comprar brinquedinhos, lingeries e souvenires. Também rolam programações especiais, como palestras sobre a falta de orgasmos femininos. Site.


Nathalia Ziemkiewicz, autora deste texto, é jornalista pós-graduada em educação sexual e idealizadora do blog Pimentaria.


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Estudo confirma uma associação entre menor duração do sono e a diminuição da função sexual em mulheres pós-menopausa


Um estudo revelou: Mulheres com mais de 50 anos que sofrem de insônia são menos propensas a se satisfazer com suas relações físicas.

Mas aquelas que conseguem mais de sete horas de sono são mais propensas a ter bom sexo em uma base regular.

O estudo confirma uma associação entre menor duração do sono, maior insônia sintomas e diminuição da função sexual em mulheres pós-menopausa.

Pesquisadores dizem que o distúrbio do sono é comum em muitas mulheres durante a menopausa, criando uma série de problemas de saúde, como doenças cardíacas, pressão alta e depressão.

O estudo, publicado na revista Menopause, da revista The North American Menopause Society (NAMS), mostra que os problemas do sono também podem interferir no nível de satisfação sexual da mulher.

Pesquisadores da Harvard Medical School, da Universidade da Califórnia Los Angeles e da Clínica Mayo no Arizona estudaram 93.668 mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 79 inscritos no Women's Health Initiative Observational Study.

Das que tiveram menos de sete horas de sono por noite, apenas metade relatou ter relações sexuais com seu parceiro no último ano.

E apenas 56% disseram estar satisfeitos com sua atividade sexual.

As mulheres que tinham seis horas de sono por noite eram 9% menos propensas a ser sexualmente ativas, e aquelas que tinham cinco horas por noite eram 17% menos prováveis.

Aquelas que dormiam nove ou mais horas por noite eram 20% mais propensos a estar sexualmente satisfeitas. Aquelas com mais de 70 anos que dormiam menos de cinco horas eram 30% menos propensos a ser sexualmente ativas do que as mulheres da mesma idade dormindo de sete a oito horas.

A relação entre o sono e a satisfação sexual permaneceu mesmo após o ajuste para outras possíveis causas de privação do sono, incluindo depressão e doença crônica.

E os pesquisadores descobriram que, se as mulheres faziam terapia de reposição hormonal, o impacto da falta de sono na atividade sexual parecia desaparecer, sugerindo que este poderia ser um tratamento útil.

A Dra. JoAnn Pinkerton, diretora executiva do NAMS, disse: "As mulheres e os profissionais de saúde precisam reconhecer a ligação entre os sintomas da menopausa e o sono inadequado e seus efeitos sobre a satisfação sexual.

"Existem opções de tratamento eficazes para ajudar com a interrupção do sono e satisfação sexual, incluindo a terapia hormonal, que este estudo confirmou ser eficaz na menopausa para mulheres sintomáticas.

Fonte: http://www.dailymail.co.uk/health/article-4178410/Good-night-s-sleep-boosts-sex-life-women-50.html