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quarta-feira, 7 de junho de 2017

O surgimento do "pornosexual": uma nova orientação descreve aqueles que preferem pornografia para o sexo real (e é mais comum nos homens)


O nascimento da Internet deu mais acesso a pessoas a pornografia on-line gratuita, permitindo-lhes realizar os seus impulsos sexuais sem necessidade de outra pessoa na sala.

Agora, os pesquisadores afirmam que deu origem a um novo fenômeno chamado "pornossexualidade" - quando uma pessoa prefere a pornografia ao sexo.

De acordo com Medical Daily, o novo termo descreve uma pessoa cuja "orientação sexual está ligada unicamente à pornografia".

Mais profundamente, a terapeuta de toxicodependência e terapeuta licenciada e familiar, Christine Lozano, disse ao site: "A conveniência de estar on-line sem o potencial trabalho, vulnerabilidade, intimidade e conexão com outros pode ser atraente para alguns."

Como os homens tendem a usar pornografia com mais frequência do que as mulheres, isso aumenta suas chances de se identificarem como pornossexuais.

"Comportamento aprendido"

Disse que o novo termo difere "de outras orientações sexuais porque é um comportamento aprendido que está vazio de ligação e conexão de ligação humana".

Lozano afirma que, assistir pornô regularmente, aumenta a susceptibilidade de uma pessoa a se tornar um pornossexual, já que seu cérebro e seu corpo tornam-se dessensibilizados.

Amanda Pasciucco, uma terapeuta sexual, também disse à Medical Daily: "eles [pornossexuais] experimentam todo seu prazer sexual isoladamente ao invés de ser compartilhado".

Ela deixou claro, no entanto, que isso não significa que todas as pessoas que assistem pornografia são na verdade pessoas pornossexuais.


"Prazer isoladamente"

Amanda aconselha que a pornografia não deva ser a única saída sexual para uma pessoa e também aconselha o uso de sua própria imaginação.

Com a ascensão de sites pornográficos populares como o PornHub, foram permitidas as pessoas a escolherem o que elas assistem para atender suas preferências sexuais pessoais.

Com apenas um clique rápido de um botão, podem mudar o cabelo, a altura, a raça, a idade de uma pessoa e até escolher quais posições sexuais e movimentos eles preferem.

A pornografia permite que as pessoas evitem conversas estranhas sobre o que eles gostam e não gostam na cama - ou o que eles querem que seu parceiro faça por eles.

Medical Daily citou um Catálogo de Pensamentos escrito pelo auto-declarado pornossexual Marcus Jackson, que escreveu: "Se eu tivesse que optar por ter um ou outro para o resto da minha vida, eu preferiria pornografia sobre sexo real qualquer dia".

Ele diz que a pornografia o ensinou a não precisar de ninguém além de si mesmo e perguntou como alguém poderia querer alguém quando eles tem pornografia tão prontamente disponíveis para eles.

Marcus concluiu sua postagem perguntando: "Amor? Romance? Intimidade? Companhia? Conexão?

"Por que c******* eu quereria isso?".


segunda-feira, 20 de março de 2017

Quatro por cento das pessoas que assistem pornografia são viciadas, afirmam pesquisadores

Compulsão por pornografia

Mais de 4,6 bilhões de horas de pornografia on-line foram assistidas pelo Pornhub no ano passado, respondendo por 12,5 vídeos para cada pessoa na Terra.


Mas os pesquisadores revelaram que 4% dos usuários são viciados em assistir pornografia.


Eles criaram um teste de cinco minutos para ajudá-lo a descobrir se você tem um relacionamento "problemático" com a pornografia on-line.


O teste pede aos participantes para refletir sobre o quanto a pornografia é importante para sua vida diária e como eles se sentiriam se fossem impedidos de assisti-la.


"Identificamos um ponto de corte ótimo para distinguir usuários problemáticos e não problemáticos de pornografia", disseram os psicólogos da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, em um artigo.


"O Problematic Pornography Consumption Scale (PPCS - Escala de Consumo Problemático de Pornografia em tradução livre) é uma escala multidimensional de uso problemático da pornografia com uma forte base teórica que também tem fortes propriedades psicométricas em termos de estrutura de fatores e confiabilidade".



VOCÊ É VICIADO EM PORNOGRAFIA? FAÇA O TESTE:


Responda às 17 perguntas abaixo, avaliando-as por quanto você acha que elas se aplicam a você de 1 a 7, onde: 1 = nunca, 2 = raramente, 3 = ocasionalmente, 4 = às vezes, 5 = frequentemente, 6 = muitas vezes 7 = O tempo todo.


1. Eu sinto que a pornografia é uma parte importante da minha vida.
2. Eu uso pornografia para restaurar a tranquilidade de meus sentimentos.
3. Eu sinto que o pornô causou problemas na minha vida sexual
4. Eu sinto que eu tenho que assistir pornô mais e mais por satisfação.
5. Eu tentei reduzir a quantidade de pornografia que assisto, sem sucesso.
6. Fiquei estressado quando algo me impediu de assistir pornô.
7. Eu pensei sobre o quão bom seria assistir pornô.
8. Assistir pornografia me livrou de meus sentimentos negativos.
9. Ver pornografia impediu-me de trazer o melhor em mim.
10. Eu senti que eu precisava mais e mais pornô para satisfazer minhas necessidades.
11. Quando eu prometi não assistir mais pornô, eu só poderia fazê-lo por um curto período de tempo.
12. Eu fiquei agitado quando eu era incapaz de assistir pornografia.
13. Eu continuamente planejei quando assistir pornografia.
14. Eu liberei minha tensão assistindo pornô.
15. Eu gradualmente vi pornografia mais 'extrema', porque a pornografia que eu assistia antes era menos satisfatória.
16. Eu resisti a assistir pornografia por apenas um pouco antes de eu recaída.
17. Eu perdi muita pornografia quando eu não assisti por um tempo.


Some as pontuações para todas as perguntas juntas. Uma pontuação de 76 ou superior sugere níveis problemáticos de uso de pornografia.




Um estudo semelhante realizado por pesquisadores da Universidade Laval, no Quebec, descobriu que usuários de pornografia se dividem em três categorias, que incluem recreativas, angustiadas ou compulsivas.




OS TRÊS TIPOS DE USUÁRIO PORNÔ

Recreativo: Assistiu uma média de 24 minutos por semana.
Este grupo obteve baixa pontuação com compulsividade, intensidade dos esforços de acesso à pornografia.
E era principalmente mulheres e pessoas em relacionamentos.

Aflito: Assistiu a uma média de 17 minutos por semana.
No entanto, ver conteúdo pornográfico foi encontrado para causar esses indivíduos estresse emocional.

Compulsivo: Assistiu a uma média de 110 minutos por semana e foi principalmente homens.

O comportamento desses grupos pode ser resultado da sexualidade compulsiva, que inclui evitar interações sexuais com um parceiro.








Eles descobriram que cerca de 12% dos usuários de pornografia poderia ser considerado "compulsivo".


Esse grupo "se caracterizou por altas pontuações na convulsividade à pornografia e na intensidade dos esforços para acessar a pornografia e pontuações moderadas na angústia emocional associada ao uso da pornografia".


"O perfil compulsivo consistiu numa maior proporção de homens que passaram a maior parte do tempo usando pornografia (ou seja, em média ¼ 110 minutos semanais)," apontam pesquisas compartilhadas no estudo.


"Eles relataram o maior nível de compulsividade à pornografia, a intensidade dos esforços para acessar o material sexual e maior sofrimento emocional associado ao uso da pornografia".





Um estudo anterior constatou que usuários compulsivos de pornografia mostram os mesmos sinais de dependência em seu cérebro que aqueles viciados em bebidas ou drogas.


A Dra. Valerie Voon, neurocientista da Universidade de Cambridge especializada em vícios, estudou 19 usuários de pornografia compulsiva auto-confessada.


Os homens, de 19 a 34 anos, tentaram e não conseguiram quebrar seu hábito e perderam relacionamentos e empregos como resultado.


Todos alimentaram seu hábito usando pornografia on-line. Quando foram mostrados videoclipes eróticos, uma parte de seus cérebros iluminou-se chamada estriado ventral.

Fonte: http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-4319424/Porn-addiction-measured-new-test-psychologists.html

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Pornografia afeta o cérebro e a líbido


A indústria pornográfica oferece a homens e mulheres a oportunidade de explorar suas fantasias mais íntimas.

Porém, embora as imagens e filmes possam ajudar a aumentar sua libido, e muitos relatam melhora em seus relacionamentos por conta disso, há um outro lado afetando sua saúde. De liberação de hormônios que melhoram o humor ao desencadeamento de tendências viciantes, pornografia pode ter um efeito peculiar no cérebro humano.


Assistir pornô faz com que a dopamina, o neurotransmissor responsável pela recompensa e prazer, seja ativada. Mas, o surto contínuo e repetido de dopamina, por assistir regularmente pornografia, torna seu cérebro insensível aos efeitos.


Um estudo publicado no JAMA Psychiatry, em 2014, descobriu que ver pornografia regularmente parecia aliviar a resposta à estimulação sexual ao longo do tempo. Isso significa que o cérebro precisa de mais dopamina, a fim de sentir o mesmo prazer que leva uma pessoa a assistir a mais pornografia, de acordo com pesquisadores alemães.

Um estudo de 2011, publicado no portal Psychology Today, constatou que esses picos de dopamina pornográficos faz com que o cérebro dos usuários precise de experiências cada vez mais extremas para se tornar estimulados. Após serem expostos a tantas imagens diferentes em filmes, os homens tornaram-se sensibilizados e estão cada vez mais incapazes de ficarem animados por encontros “comuns”. O relatório concluiu que a pornografia está criando uma geração de jovens sem “esperança sexual” ativa.

Homens que assistem pornografia também podem estar encolhendo seus cérebros, de acordo com os pesquisadores alemães. A área do cérebro relacionada com a motivação e recompensa de resposta, encolheu naqueles que viam mais pornografia. O estudo marcou a primeira vez que pesquisadores descobriram uma possível ligação entre a exibição regular de pornografia e danos físicos. No entanto, eles observaram que é possível que as pessoas que passam mais tempo vendo pornografia tenham nascido com alguma “tendência” natural no cérebro.

Quando viciados em pornografia assistem o material, a parte de 'vício' do cérebro é estimulada, explicaram os pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, em 2013. Os cérebros dos homens jovens que são obcecados por pornografia online, são “iluminados como árvores de Natal” ao ver as imagens eróticas, descobriu o estudo pioneiro. A área estimulada é a mesma responsável pelo prazer e vício em drogas e álcool.

Imagem: Daily Mail / Tradução livre

Um outro estudo da mesma universidade, de 2014, descobriu que viciados em sexo que assistiram pornografia desde cedo tiveram três regiões do cérebro mais ativadas do que seus colegas que não eram viciados. O estriado ventral, cíngulo anterior dorsal e a amígdala, ativos pelos viciados, são as mesmas que respondem aos estímulos de drogas. O estriado ventral está envolvido na recompensa e motivação de processamento, enquanto o cíngulo anterior dorsal tem a ver com a antecipação de recompensas e desejo pela droga. A amígdala está envolvida no processamento do significado dos acontecimentos e emoções.


sábado, 27 de junho de 2015

Hipersexualidade - Compulsão Sexual

No Brasil, hipersexualidade ainda é tabu


A falta de conhecimento e o preconceito fazem com que as pessoas que têm compulsão por sexo não procurem ajuda.


Imagem: blog saude-joni

Uma pergunta tem causado alvoroço na comunidade científica dos Estados Unidos. Compulsão sexual é doença? Por enquanto, não. Os autores do Código Americano de Saúde Mental, o mais prestigiado do mundo, dizem que ainda não há estudos suficientemente conclusivos sobre o que eles chamam de hipersexualidade. Mesmo por lá, o tema é relativamente novo. Começou a ser investigado há cerca de 30 anos. No Brasil, o assunto é quase um tabu. Pouquíssimas pesquisas foram publicadas. A maior delas, de 2013, aborda somente a cidade de São Paulo. A falta de conhecimento e o preconceito da sociedade fazem com que as pessoas não procurem ajuda. Para muitas delas, a busca incessante pelo prazer do sexo termina em dor, sofrimento e isolamento social.


MAIS DE 500 GAROTAS DE PROGRAMA

O bolso não aguentou a compulsão, e Fabiano* teve de pedir dinheiro emprestado. Ele já se relacionou com mais de 500 garotas de programa.

“Já tinha até todo um ritual. Ia direto pra lá, subia as escadas escolhendo qual garota de programa que eu queria e depois voltava para a minha casa. No dia seguinte, começava tudo outra vez. Teve um dia que eu saí com seis garotas de programa, de manhã, à tarde, à noite, e fui para a casa ainda insatisfeito... Eu não tinha mais nem comida em casa, mas a compulsão era mais forte. E se eu morresse tanto fazia”.


SOLUÇÃO PARA PROBLEMAS

Já Mario* buscava a solução para os problemas no banheiro.

“Não era uma masturbação para eu me sentir bem. Passou a ser algo do qual eu fiquei escravo. Eu tinha trancado a minha faculdade porque eu não estava mais conseguindo me concentrar, por focar em algumas práticas sexuais ou pensar. É uma sensação de desespero enorme. A vontade era de não existir”.


EXPOSIÇÃO AO PERIGO

Depressão, mudanças de humor, ansiedade e tendência ao suicídio acompanham as pessoas com compulsão sexual. Caso típico de Natália*, que se autodefine como altamente dependente de sexo. Todos os dias ela precisa fazer sexo. Se não fizer, precisa se masturbar, até no banheiro do trabalho. Certa vez, Natália* conheceu um rapaz na rua e os dois transaram sem caminha. “Só depois eu parei para pensar”, conta ela.


CONSTRANGIMENTO

Doenças sexualmente transmissíveis não são o único problema. Constrangimentos e situações adversas estão acompanhados da compulsão sexual. Pedro*, por exemplo, não consegue parar de assistir pornografia. Um dia, o autocontrole falhou e ele se masturbou em uma lan house cheia de crianças. “Eu saí correndo, todo molhado. Foi horrível”.



  
Informações sobre onde procurar ajuda:

  • Ambulatório de Impulso Sexual Excessivo e de Prevenção aos Desfechos Negativos Associados ao Comportamento Sexual (AISEP) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Endereço: Rua Dr. Ovidio Pires de Campos, 785 - Cerqueira Cesar – SP – 05403-010 Site: www.compulsaosexual.com.br
  • Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes(Proad), ligado ao Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Endereço: Rua Borges Lagoa, nº 570 – Vila Clementino, São Paulo – CEP:04038-020
  • Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA). Site: http://www.slaa.org.br/br/



Caso você esteja fora da cidade de São Paulo, a orientação é procurar um centro público de saúde mental ou clínicas psiquiátricas.