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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Pornografia afeta o cérebro e a líbido


A indústria pornográfica oferece a homens e mulheres a oportunidade de explorar suas fantasias mais íntimas.

Porém, embora as imagens e filmes possam ajudar a aumentar sua libido, e muitos relatam melhora em seus relacionamentos por conta disso, há um outro lado afetando sua saúde. De liberação de hormônios que melhoram o humor ao desencadeamento de tendências viciantes, pornografia pode ter um efeito peculiar no cérebro humano.


Assistir pornô faz com que a dopamina, o neurotransmissor responsável pela recompensa e prazer, seja ativada. Mas, o surto contínuo e repetido de dopamina, por assistir regularmente pornografia, torna seu cérebro insensível aos efeitos.


Um estudo publicado no JAMA Psychiatry, em 2014, descobriu que ver pornografia regularmente parecia aliviar a resposta à estimulação sexual ao longo do tempo. Isso significa que o cérebro precisa de mais dopamina, a fim de sentir o mesmo prazer que leva uma pessoa a assistir a mais pornografia, de acordo com pesquisadores alemães.

Um estudo de 2011, publicado no portal Psychology Today, constatou que esses picos de dopamina pornográficos faz com que o cérebro dos usuários precise de experiências cada vez mais extremas para se tornar estimulados. Após serem expostos a tantas imagens diferentes em filmes, os homens tornaram-se sensibilizados e estão cada vez mais incapazes de ficarem animados por encontros “comuns”. O relatório concluiu que a pornografia está criando uma geração de jovens sem “esperança sexual” ativa.

Homens que assistem pornografia também podem estar encolhendo seus cérebros, de acordo com os pesquisadores alemães. A área do cérebro relacionada com a motivação e recompensa de resposta, encolheu naqueles que viam mais pornografia. O estudo marcou a primeira vez que pesquisadores descobriram uma possível ligação entre a exibição regular de pornografia e danos físicos. No entanto, eles observaram que é possível que as pessoas que passam mais tempo vendo pornografia tenham nascido com alguma “tendência” natural no cérebro.

Quando viciados em pornografia assistem o material, a parte de 'vício' do cérebro é estimulada, explicaram os pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, em 2013. Os cérebros dos homens jovens que são obcecados por pornografia online, são “iluminados como árvores de Natal” ao ver as imagens eróticas, descobriu o estudo pioneiro. A área estimulada é a mesma responsável pelo prazer e vício em drogas e álcool.

Imagem: Daily Mail / Tradução livre

Um outro estudo da mesma universidade, de 2014, descobriu que viciados em sexo que assistiram pornografia desde cedo tiveram três regiões do cérebro mais ativadas do que seus colegas que não eram viciados. O estriado ventral, cíngulo anterior dorsal e a amígdala, ativos pelos viciados, são as mesmas que respondem aos estímulos de drogas. O estriado ventral está envolvido na recompensa e motivação de processamento, enquanto o cíngulo anterior dorsal tem a ver com a antecipação de recompensas e desejo pela droga. A amígdala está envolvida no processamento do significado dos acontecimentos e emoções.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

SEDUÇÃO E FANTASIA

A fantasia faz parte da nossa vida sexual. Ela é muito mais comum do que se imagina e tem um papel de estimulador do desejo, das vontades da excitação. Fantasiar sobre sexo nada mais é do que um recurso natural para alcançar o prazer sexual combinando corpo, mente e sentimentos. Não se pode separar o corpo da mente, então pode-se dizer que toda fantasia sexual é considerada uma reação psicossomática.

A fantasia sexual tem vários objetivos, entre eles aumentar o prazer da atividade sexual; funcionar como substituto da experiência real (muitas vezes inacessível); induzir à excitação ou ao orgasmo; atuar como ''ensaio mental'' para experiências sexuais posteriores.

Homens e mulheres, voluntária ou involuntariamente, usam de artifícios para poder seduzir o parceiro. Entre os objetos usados pelas mulheres e que mais têm poder de sedução e provocam fantasias nos homens, podemos citar as lingeries, em especial, a calcinha.

Ninguém sabe ao certo quando a calcinha foi criada como peça de vestuário íntimo feminino, mas há registros de que no século 16, em Veneza, as prostitutas vestiam uma espécie de calção por baixo das enormes roupas da época, para provocar a libido dos mercadores.

Mas, independente do tamanho, do modelo ou da marca, a calcinha, além de peça de vestuário, é usada como objeto de sedução e tem um poder enorme na estimulação das fantasias masculinas.

É importante deixar claro que a fantasia sexual ajuda o casal a sair da rotina, dá um novo sabor à relação e isto é muito saudável.