Mostrando postagens com marcador vida sexual inativa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida sexual inativa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de março de 2017

Os americanos estão fazendo menos sexo hoje do que as gerações anteriores



Um novo estudo revela que os americanos estão tendo muito menos relações sexuais do que antes.


Especificamente, casados ​​ou casais que moram juntos fizeram sexo 16 vezes menos por ano em 2010-2014 em comparação com 2000-2004.


E os casais tiveram nove vezes mais sexo em 1995-1999 do que agora.


Especialistas dizem que estudos mostram que estamos cada vez menos felizes, o que poderia estar abafando nossa libido.


A ironia cruel, no entanto, é que menos sexo nos deixa menos felizes, criando um círculo vicioso. (Leia aqui)



Os resultados, publicados nos Archives of Sexual Behavior, baseiam-se em dados coletados da General Social Survey, uma amostra representativa nacional de mais de 26.000 adultos americanos.


Os participantes foram questionados sobre seu comportamento sexual desde 1989.


Relacionando a informação, os psicólogos da Universidade de San Diego viram um declínio direto na atividade sexual entre os casais.


"Esses dados mostram uma grande inversão das décadas anteriores em termos de casamento e sexo", disse Jean M. Twenge, autor principal do estudo e professor de psicologia na Universidade Estadual de San Diego.


"Na década de 1990, as pessoas casadas faziam sexo mais vezes por ano do que as pessoas nunca casadas, mas em meados da década de 2000 isso se reverteu, com os não casados ​​fazendo mais sexo".



Segundo Twenge, autor do livro Generation Me, um fator crítico parece ser o nascimento, com gerações nascidas mais tarde tendo relações sexuais com menos frequência do que as que nasceram no início do século XX.


Em um estudo anterior, Twenge e os co-autores Ryne Sherman na Florida Atlantic University e Brooke Wells no Centro de Estudos de Sexualidade Humana da Universidade Widener, descobriram que os Millennials tinham menos parceiros sexuais do que seus antecessores da Geração X.


"Apesar de sua reputação de se conectar, os Millennials e a geração posterior à eles (conhecidos como iGen ou Geração Z) estão realmente tendo relações sexuais com menos frequência do que seus pais e avós fizeram quando eram jovens", disse Twenge.


"Isso é parcialmente porque menos iGen'ers e Millennials têm parceiros estáveis."



A idade também parece desempenhar um papel significativo.



Pessoas em seus 20 anos fazem sexo mais de 80 vezes por ano, reduzindo a 60 vezes por ano aos 45 anos e 20 vezes ao ano aos 65 anos. A cada ano, após o pico da frequência sexual aos 25, a frequência sexual diminui 3,2%.


"As pessoas mais velhas e casadas estão tendo relações sexuais menos frequentemente - especialmente depois de 2000", disse Twenge.


"Em um artigo anterior, descobrimos que a felicidade dos adultos com mais de 30 anos declinou entre 2000 e 2014. Com menos sexo e menos felicidade, não é de admirar que os adultos americanos estejam profundamente insatisfeitos nestes dias".


A culpa pode ser colocada na vida ocupada dos casais que trabalham, mas a pesquisa não suportou isso, disse Twenge.


Fonte: http://dailym.ai/2meHX9X

sábado, 22 de agosto de 2015

Vida sexual inativa pode causar depressão e baixa autoestima


Viver bem ou não sem sexo vai depender da importância que cada um atribui à atividade.

Dizem que a castidade é uma virtude. Mas quando a abstinência sexual não é voluntária pode transformar-se num tormento e até afetar a saúde. O sexo, ao contrário de comer e de beber, não é uma das funções vitais do ser humano, embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) o inclua como um dos indicativos da qualidade de vida, ao lado de itens como atividade física e alimentação equilibrada, desde que seja seguro e prazeroso. 

Mas afinal podemos ser felizes sem sexo? Ou corremos o risco de sofrer de algum transtorno físico ou psíquico? Segundo especialistas, tudo depende da importância que cada um atribui à atividade sexual





Depressão 

Um estudo publicado pelo "The Journal of Sexual Research", do qual participaram 82 homens e mulheres com mais de 30 anos que ainda eram virgens ou estavam há mais de um ano sem sexo, investigou se essas pessoas se consideravam felizes ou se sofriam de algum problema. As conclusões foram desoladoras: 100% dos pacientes apresentaram sintomas de depressão e níveis de autoestima muito baixos que se repercutiam em outras áreas, como o trabalho. Além disso, todos se sentiam infelizes. 

Os autores do estudo, coordenado por Elizabeth Burgess, professora auxiliar de Sociologia na University Research of Georgia, nos Estados Unidos, concluíram que o sexo era um fator influente nesse estado depressivo. Mas não é obrigatório que seja assim. Existem abstinentes que não apresentam sintomatologias depressivas, afirma o sexólogo Júlio Machado Vaz.


É verdade que somos pessoas sexuadas e renunciar a isso equivale a cortar com um aspecto chave da nossa natureza. Isto não quer dizer que a abstinência seja uma opção ilegítima. "Se essa é a vontade da pessoa, é ela que a legitima", afirma Rosário Gomes, sexóloga e psicóloga clínica. E acrescenta: "Os problemas surgem quando a abstinência é involuntária". 



A abstinência sexual muito prolongada e involuntária pode ser originada por diversos transtornos psicológicos. "Pode haver uma dificuldade no âmbito da interação social, ou da abordagem com o outro e, às vezes, há dificuldade em encontrar novas pessoas. Na sociedade individualista em que vivemos, isso é cada vez mais comum", diz a sexóloga Rosário Gomes. 

Mas isso não é o mais grave. "Uma abstinência forçada e prolongada pode aumentar os níveis de insegurança e ansiedade quanto ao desempenho sexual, o que, por sua vez, facilita os problemas sexuais", afirma Júlio Machado Vaz. 


Sem sexo por opção 

Até o casamento ou para o resto da vida, algumas pessoas decidem abrir mão da vida sexual. Na contramão da superestimulação sexual presente nas mais diversas esferas, muitas pessoas optam, em pleno século 21, por um "namoro casto" antes do casamento, ou até pela eliminação completa da vida sexual. E isso acontece seja por motivos religiosos, filosóficos ou até mesmo pelo simples fato de não sentirem o menor desejo: são os assexuais, comportamento que os especialistas já começam a chamar de quarta orientação sexual. 

Segundo matéria publicada pela revista Isto É, além dos héteros, homos e bissexuais, os assexuais formam uma outra vertente da sexualidade, que não é nova. Apenas as pessoas sem desejo de fazer sexo estariam finalmente assumindo um traço de sua personalidade – até como resposta à pressão por um desempenho sexual fantástico imposto pela sociedade atual. 


Os assexuais (que podem ser tanto héteros quanto homossexuais) não deixam de lado os relacionamentos amorosos. Acreditam, porém, que carinho e romantismo são suficientes para levar uma relação adiante. 

Terapeuta de casais há 35 anos, a sexóloga Ana Maria Zampieri, autora do livro "Erotismo, sexualidade, casamento e infidelidade", lembra que pessoas que amam o parceiro mas não o desejam sexualmente sempre estiveram presentes no consultório. "A diferença é que, no passado, isso só era revelado durante o casamento e ficava relacionado ao tempo de convivência", diz. Como hoje as pessoas casam mais tarde – ou nem casam –, a indiferença ao sexo fica evidente. 

Mas antes de achar que você se enquadra neste perfil, vale lembrar que a falta de libido é uma disfunção sexual que precisa de tratamento terapêutico. "É importante uma avaliação psicológica para saber se quem se classifica como assexual não está mascarando problemas sérios", alerta o ginecologista Gerson Lopes, coordenador da Associação S.a.b.e.r. – Saúde, Amor, Bem-estar e Responsabilidade, em entrevista à Isto É. De acordo com o médico, o desejo minguado pode ser patologia quando causado por traumas. Já quem se sente tranquilo e feliz ao trocar o sexo por qualquer outra atividade, não precisa se preocupar.



Fonte: Bonde