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domingo, 9 de julho de 2017

Entenda porque algumas pessoas não precisam de sexo


Na assexualidade a pessoa não tem nenhum interesse por sexo mas gosta de intimidade e por isso pode amar e se envolver emocionalmente com um parceiro, mantendo um namoro ou até mesmo um casamento mas sem ter nenhum tipo de contato sexual entre eles, embora a masturbação possa ocorrer. Este tipo de relacionamento sem sexo pode ser feito com pessoas do mesmo sexo ou não.

No entanto, este relacionamento é mais fácil quando o casal é assexual, sendo mais difícil quando somente uma pessoa não quer sexo, mas a outra sim. Neste caso pode-se recorrer à masturbação ou pode ser preciso adicionar mais um parceiro na relação para satisfazer os desejos sexuais que não podem ser sanados pelo casal.

A assexualidade é uma orientação sexual semelhante à heterossexualidade, homossexualidade e bissexualidade, e por isso não se deve julgar ou maltratar estas pessoas porque elas devem ser tratadas com respeito e dignidade como todas as outras.


Causas da assexualidade

Enquanto que nos transtornos e distúrbios sexuais pode haver fatores envolvidos como estresse, depressão, conflitos de religião, uso de medicamentos que diminuem a libido, e as doenças hormonais como hipotireoidismo e hipogonadismo, na assexualidade a causa não pode ser definida porque não existem causas orgânicas ou psicológicas envolvidas.

O sexólogo clínico é o profissional de saúde mais indicado para tratar os distúrbios relacionados à sexualidade e por isso se a pessoa achar que possui algum tipo de transtorno que precisa de tratamento, deverá procurar por este profissional para alcançar o bem-estar físico, emocional e sexual.


Porque a masturbação é permitida na assexualidade

Embora a penetração durante o ato sexual não seja permitida, a masturbação pode ser utilizada pelo homem para que o excesso de espermatozoides sejam eliminados, já que seu corpo continua essa produção durante toda a vida do homem. Assim, a masturbação é permitida por quem não pratica sexo mas sem desejo sexual envolvido e sem fantasias sexuais relacionadas, sendo somente um ato mecânico.


Como diferenciar a Assexualidade da falta de Desejo Sexual

O transtorno do desejo sexual hipoativo é uma doença caracterizada pela falta de fantasias sexuais e pela falta de vontade de ter contato íntimo, que gera angústia e sofrimento. Neste caso, a pessoa tinha desejo sexual mas em algum momento, este diminuiu ou deixou de existir.

No caso da assexualidade, todos os órgãos e sistemas estão funcionando bem, mas a pessoa não tem nenhuma vontade ou necessidade de ter sexo com penetração, e não se preocupa com isso, por isso não há angústia ou sofrimento envolvido. Quando há sintomas como angústia e sofrimento, este sintoma pode indicar o transtorno do desejo sexual hipoativo, uma doença que tem diversas causas e que pode ser tratada com medidas simples, veja o que fazer para aumentar o interesse pelo sexo e melhorar o contato íntimo.


Como diferenciar a Assexualidade do Celibato

O celibato é uma escolha onde a pessoa não tem contato íntimo mas também não há namoro, nem casamento e por isso a pessoa não tem nenhum tipo de aproximação ou intimidade, permanecendo solteira por toda a vida. Um exemplo comum são os padres e as freiras que decidem por questões religiosas não ter nenhum tipo de relacionamento amoroso, no entanto eles podem manter o desejo sexual e lutam contra este desejo, reprimindo-o.

No caso da assexualidade, a pessoa não tem qualquer tipo de desejo e por isso não precisa lutar contra estes impulsos, porque eles não existem. Estas são chamadas de assexuais e esta é uma condição permanente, que dura toda a vida, mas pode haver namoro e casamento, mas sempre sem sexo.

sábado, 22 de agosto de 2015

Vida sexual inativa pode causar depressão e baixa autoestima


Viver bem ou não sem sexo vai depender da importância que cada um atribui à atividade.

Dizem que a castidade é uma virtude. Mas quando a abstinência sexual não é voluntária pode transformar-se num tormento e até afetar a saúde. O sexo, ao contrário de comer e de beber, não é uma das funções vitais do ser humano, embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) o inclua como um dos indicativos da qualidade de vida, ao lado de itens como atividade física e alimentação equilibrada, desde que seja seguro e prazeroso. 

Mas afinal podemos ser felizes sem sexo? Ou corremos o risco de sofrer de algum transtorno físico ou psíquico? Segundo especialistas, tudo depende da importância que cada um atribui à atividade sexual





Depressão 

Um estudo publicado pelo "The Journal of Sexual Research", do qual participaram 82 homens e mulheres com mais de 30 anos que ainda eram virgens ou estavam há mais de um ano sem sexo, investigou se essas pessoas se consideravam felizes ou se sofriam de algum problema. As conclusões foram desoladoras: 100% dos pacientes apresentaram sintomas de depressão e níveis de autoestima muito baixos que se repercutiam em outras áreas, como o trabalho. Além disso, todos se sentiam infelizes. 

Os autores do estudo, coordenado por Elizabeth Burgess, professora auxiliar de Sociologia na University Research of Georgia, nos Estados Unidos, concluíram que o sexo era um fator influente nesse estado depressivo. Mas não é obrigatório que seja assim. Existem abstinentes que não apresentam sintomatologias depressivas, afirma o sexólogo Júlio Machado Vaz.


É verdade que somos pessoas sexuadas e renunciar a isso equivale a cortar com um aspecto chave da nossa natureza. Isto não quer dizer que a abstinência seja uma opção ilegítima. "Se essa é a vontade da pessoa, é ela que a legitima", afirma Rosário Gomes, sexóloga e psicóloga clínica. E acrescenta: "Os problemas surgem quando a abstinência é involuntária". 



A abstinência sexual muito prolongada e involuntária pode ser originada por diversos transtornos psicológicos. "Pode haver uma dificuldade no âmbito da interação social, ou da abordagem com o outro e, às vezes, há dificuldade em encontrar novas pessoas. Na sociedade individualista em que vivemos, isso é cada vez mais comum", diz a sexóloga Rosário Gomes. 

Mas isso não é o mais grave. "Uma abstinência forçada e prolongada pode aumentar os níveis de insegurança e ansiedade quanto ao desempenho sexual, o que, por sua vez, facilita os problemas sexuais", afirma Júlio Machado Vaz. 


Sem sexo por opção 

Até o casamento ou para o resto da vida, algumas pessoas decidem abrir mão da vida sexual. Na contramão da superestimulação sexual presente nas mais diversas esferas, muitas pessoas optam, em pleno século 21, por um "namoro casto" antes do casamento, ou até pela eliminação completa da vida sexual. E isso acontece seja por motivos religiosos, filosóficos ou até mesmo pelo simples fato de não sentirem o menor desejo: são os assexuais, comportamento que os especialistas já começam a chamar de quarta orientação sexual. 

Segundo matéria publicada pela revista Isto É, além dos héteros, homos e bissexuais, os assexuais formam uma outra vertente da sexualidade, que não é nova. Apenas as pessoas sem desejo de fazer sexo estariam finalmente assumindo um traço de sua personalidade – até como resposta à pressão por um desempenho sexual fantástico imposto pela sociedade atual. 


Os assexuais (que podem ser tanto héteros quanto homossexuais) não deixam de lado os relacionamentos amorosos. Acreditam, porém, que carinho e romantismo são suficientes para levar uma relação adiante. 

Terapeuta de casais há 35 anos, a sexóloga Ana Maria Zampieri, autora do livro "Erotismo, sexualidade, casamento e infidelidade", lembra que pessoas que amam o parceiro mas não o desejam sexualmente sempre estiveram presentes no consultório. "A diferença é que, no passado, isso só era revelado durante o casamento e ficava relacionado ao tempo de convivência", diz. Como hoje as pessoas casam mais tarde – ou nem casam –, a indiferença ao sexo fica evidente. 

Mas antes de achar que você se enquadra neste perfil, vale lembrar que a falta de libido é uma disfunção sexual que precisa de tratamento terapêutico. "É importante uma avaliação psicológica para saber se quem se classifica como assexual não está mascarando problemas sérios", alerta o ginecologista Gerson Lopes, coordenador da Associação S.a.b.e.r. – Saúde, Amor, Bem-estar e Responsabilidade, em entrevista à Isto É. De acordo com o médico, o desejo minguado pode ser patologia quando causado por traumas. Já quem se sente tranquilo e feliz ao trocar o sexo por qualquer outra atividade, não precisa se preocupar.



Fonte: Bonde