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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Kisspeptina, o "hormônio do beijo"


Uma química do cérebro que alimenta o desejo sexual e pode ajudar as mulheres a obter melhores orgasmos foi descoberta.

Kisspeptina, que é mais conhecida como o "hormônio do beijo", já foi associada à puberdade e à fertilidade, mas novas pesquisas sugerem que poderá beneficiar as mulheres que sofrem de baixo desejo sexual ou transtorno de desejo sexual hipoativo (HSDD).

A testosterona às vezes é sugerida para melhorar o desejo das mulheres, no entanto, isso pode causar efeitos colaterais "masculinos", incluindo o crescimento de pelos faciais e uma voz mais grave. As possíveis complicações da Kisspeptina não são claras.

O autor do estudo, Professor Julie Bakker, da Universidade de Lieja, na Bélgica, disse: "Não há bons tratamentos disponíveis para mulheres que sofrem de baixa vontade sexual. A descoberta de que kisspeptina controla a atração e o desejo sexual abre novas e excitantes possibilidades para o desenvolvimento de tratamentos para o baixo desejo sexual".

Considera-se que o HSDD afeta até 40% das mulheres em algum momento de suas vidas nos EUA e no Reino Unido. Cinco a 15 por cento sofrem continuamente.

Os pesquisadores descobriram que o kisspeptina desencadeia atração e comportamento sexual em camundongos femininos.

Eles também descobriram que os feromônios, os aromas químicos que os animais produzem, são segregados por células cerebrais do sexo masculino, que transmitem um sinal para outras células nervosas, conhecidas como neurônios liberadores de gonadotropina, esses sinais despertam a atração.

Os neurônios também transmitem esse sinal para células que produzem o neurotransmissor de óxido nítrico, o que desencadeia o comportamento sexual.

Os ratos foram escolhidos porque os animais noturnos dependem fortemente de feromonas para identificar parceiros.

"Novas possibilidades de tratamentos para o baixo desejo sexual"

O autor do estudo, o professor Ulrich Boehm, da Universidade de Saarland, na Alemanha, acrescentou: "Até agora, pouco se sabia sobre como o cérebro liga a ovulação, a atração e o sexo. Agora sabemos que uma única molécula - kisspeptina - controla todos esses aspectos através de diferentes circuitos cerebrais funcionando paralelamente um com o outro".

As descobertas foram publicadas na revista Nature Communications.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

EUA aprovam comercialização do "Viagra feminino"

A Food and Drugs Administration (FDA), agência que regulamenta os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos, deu o seu aval na terça-feira para a comercialização do flibanserin, também chamado "o primeiro Viagra feminino", produzido pelo grupo Sprout Pharmaceuticals, e que se destina às mulheres na pré-menopausa que sofrem de falta de desejo sexual. O medicamento será vendido com o nome Addyi.


"A decisão dá às mulheres preocupadas com seu baixo desejo sexual uma opção de tratamento aprovado", disse Janet Woodcock, diretora do Centro para a Avaliação e Pesquisas da FDA.

A FDA aprovou o Addyi especificamente para uma condição conhecida como "distúrbio de desejo sexual hipoativo generalizado adquirido (HSDD, na sigla em inglês)", que provoca a perda súbita e severa da libido, explica a agência em comunicado.

O distúrbio pode desenvolver-se em mulheres sexualmente ativas anteriormente, o que provoca angústia e problemas de relacionamento, "e não se deve a uma condição médica ou psiquiátrica coexistente, a problemas no relacionamento ou a efeitos de uma medicação ou a uma outra substância".

"Antes da aprovação do Addyi, não havia tratamentos aprovados pela FDA para distúrbios relacionados com o desejo sexual em homens ou mulheres", diz ainda a agência.



O medicamento, um agente não hormonal que atua nos neuro-transmissores do cérebro, não deve ser ingerido com álcool e só vai estar disponível nas farmácias certificadas devido às sérias interações potenciais que este pode ter com o álcool, incluindo efeitos secundários como náuseas, sonolência, queda severa da pressão arterial e desmaios.

"Os pacientes e os médicos que o prescreverem vão ter que perceber totalmente os riscos associados à utilização do Addyi antes de considerar o tratamento", acrescentou Woodcock.

Alguns especialistas levantaram questões sobre os riscos associados deste novo medicamento com o câncer de mama, observados em dois estudos com animais de laboratório.