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quinta-feira, 6 de abril de 2017

As mulheres estão sofrendo problemas vaginais em silêncio e colocando suas carreiras à frente de sua saúde

Sexualidade saúde e carreira

Quase três em cada cinco mulheres experimentaram secura, coceira ou sexo doloroso - uma condição ligada ao envelhecimento.

Conhecida como dispareunia, é mais frequente durante a menopausa devido a níveis mais baixos de estrogênio causando uma falta de lubrificação.

Mas 43% que foram diagnosticadas com sintomas embaraçosos não falam, aponta pesquisa.

Um quarto das doentes dizem que não onde procurar aconselhamento sobre alterações relacionadas com a idade no seu corpo.

Isso pode resultar em muitas sentimento de solidão, vergonha e isolamento quando questões vaginais acontecem com elas, alertam especialistas.

Os ginecologistas aconselham as mulheres a procurar aconselhamento médico se notarem quaisquer alterações anormais, pois podem indicar um problema de saúde.

Cerca de 1.047 mulheres britânicas com mais de 18 anos foram questionadas sobre suas atitudes em relação à saúde sexual para o estudo.

A pesquisa, encomendada pela Vagisil, também descobriu que 48% das mulheres não têm tempo para cuidar de si próprias por terem muitos afazeres.

Comentando as descobertas, a ginecologista Vanessa Mackay disse ao MailOnline: "É hora de mudar o estigma social que envolve a vagina."

É claro que a saúde íntima é algo que as mulheres não se sentem à vontade para falar, embora a maioria esteja buscando por informações.

Isso pode significar que algumas mulheres não têm ideia do que é normal e pode resultar em colocar-se com problemas relativamente fácil de tratar, como coceira vaginal ou secura.

Conversando, as mulheres podem se tornar autoridades em cuidar de sua saúde íntima e tratar condições relativamente suaves, sem constrangimento ou atraso.

"É tão fácil assumir o controle de nossa própria saúde íntima com produtos que são testados por ginecologistas."


Os resultados também mostraram uma clara falta de informação sobre questões de saúde íntima para as mulheres.

Dois terços disseram que gostariam que alguém tivesse contado mais sobre as mudanças que iriam acontecer.

Edward Morris, do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, disse: "É muito desconcertante ler que quase três em cada cinco mulheres experimentam problemas vaginais, mas a maioria se sente mal preparada para lidar com os sintomas.

"Frequentemente questões vaginais, como a secura, podem ser facilmente tratadas. Com uma variedade de tratamentos disponíveis, não há nenhuma razão para as mulheres sofrerem em silêncio.

"Embora as pressões diárias do trabalho e da vida familiar possam consumir muito tempo, é vital que as mulheres cuidem de si mesmas e procurem aconselhamento médico se surgirem sintomas".

Isto vem depois de um estudo publicado no British Journal of Obstetrícia e Ginecologia no início deste ano encontrar mulheres de meia-idade que estão lutando para desfrutar de suas vidas sexuais por causa da secura vaginal.

Os pesquisadores descobriram que isso está forçando muitas a abandonar suas vidas sexuais, temendo que o desconforto volte novamente.

Fonte: http://www.dailymail.co.uk/health/article-4379642/Women-suffering-vaginal-issues-SILENCE.html

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pesquisa britânica indica que uma em cada 10 mulheres sente dor em relações sexuais

Dor durante relações sexuais
Imagem: Thinkstock

Um estudo britânico constatou que uma em cada dez mulheres sente dor durante a relação sexual.

A pesquisa, que entrevistou sete mil mulheres sexualmente ativas com idades entre 16 e 74 na Grã-Bretanha, sugere que a condição conhecida como dispareunia é comum e afeta mulheres de todas as idades, sendo muitas vezes negligenciada pelos próprios médicos.

Os especialistas destacaram que existem tratamentos eficazes para o problema, mas nem sempre as mulheres buscam ajuda: muitas sentem vergonha e ainda consideram um tabu falar sobre sexo.

A dispareunia se caracteriza por dores durante relações sexuais envolvendo penetração.

As dores no sexo geralmente são associadas a problemas como ressecamento vaginal, ansiedade e falta de prazer.

Mas há outras razões físicas, psicológicas e emocionais que podem estar ligadas a dores no sexo - e que podem ser difíceis de tratar.

Medo da dor

Algumas mulheres disseram que evitavam o sexo por causa do medo da dor.

A coordenadora da pesquisa britânica, Kirstin Mitchell, disse que "entre as mulheres mais jovens, a dor pode estar relacionada ao fato de estarem iniciando a vida sexual e aceitando práticas que o parceiro deseja, mas que na verdade não as excitam", diz.

"Ou ainda, elas podem ficar tensas porque o sexo é uma novidade e elas não se sentem 100% à vontade com o parceiro", completa.

Doenças sexuais, que podem ser diagnosticadas e tratadas, também podem tornar o sexo doloroso.

As mulheres na menopausa, por sua vez, podem sentir dor por causa do ressecamento da vagina.

Durante a menopausa, o declínio nos níveis do hormônio feminino estrogênio, que normalmente mantém os tecidos úmidos e saudáveis, pode causar secura vaginal.

O estudo, que envolveu os departamentos de ciências da saúde, ginecologia, psicologia e psiquiatria de cinco universidades britânicas, mostrou que as dores durante a relação sexual eram mais comuns entre as britânicas na faixa dos 50 e 60 e poucos anos, e na faixa etária entre 16 e 24 anos.

Entre as que relataram dor durante o sexo (7,5%), um quarto sofrera com o problema frequentemente ou sempre que teve relações nos últimos seis meses ou mais.

Um terço destas mulheres disse que estava insatisfeita com sua vida sexual.

Busca por soluções

A entrevistada identificada apenas como Karen, de 62 anos, disse que seus problemas começaram aos 40.

"Senti que meu desejo sexual caiu muito, eu demorava mais para ficar excitada e, embora tivesse um marido compreensivo, comecei a sentir medo cada vez que ele me procurava", contou.

"Acho que é como qualquer musculatura: quanto menos você usa, pior é".

Karen recorreu a produtos lubrificantes, mas continuou com problemas.

"Tornou-se um círculo vicioso. Você se preocupa, fica tensa e isso só torna as coisas piores", admitiu.

Ela acabou desenvolvendo uma outra complicação, chamada vaginismo - a contração involuntária dos músculos próximos à vagina, que dificulta ou até impede a penetração na relação sexual.

"Não acontecia só durante o sexo, mas até quando eu ia ao médico fazer o exame preventivo. Eu deitava na maca e tentava fugir da enfermeira porque doía demais", lembrou.

Karen conversou com o médico, que receitou cremes com estrogênio e dilatadores vaginais para ajudar a controlar a contração involuntária dos músculos.

"As mulheres precisam saber que existe ajuda para todos os tipos de problema, principalmente porque estamos vivendo mais. Ninguém deve abandonar a vida sexual aos 50 anos", disse.

"Muitas mulheres não gostam de falar disso. Nós compartilhamos as dores do parto, mas ainda assim as mulheres da minha geração não costumam falar abertamente sobre sexo e menopausa. Nós devíamos mudar isso".

A coordenadora da pesquisa, Kirstin Mitchell, afirma que não são apenas as mulheres mais velhas que podem se sentir envergonhadas ao falar sobre sexo doloroso.

Uma outra pesquisa, feita com 200 universitárias no Canadá, indicou que metade das jovens considerou a sua primeira relação sexual dolorosa.

A médica britânica afirma que a educação sexual deveria preparar melhor as jovens para uma vida sexualmente ativa.

"Frequentemente, as aulas de educação sexual abordam doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Elas também deveriam preparar as pessoas para pensarem no que dá prazer sexual e para falar sobre o que gostam ou não em um relacionamento de confiança e respeito".

Os especialistas britânicos recomendam que qualquer pessoa que sinta dor durante ou depois do sexo busque ajuda de um médico ou em uma clínica especializada.

Se o problema tem origem emocional ou é consequência de ansiedade, um psicólogo ou terapeuta sexual também pode ajudar, afirmam.


Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2017/01/25/pesquisa-britanica-indica-que-uma-em-cada-10-mulheres-sente-dor-em-relacoes-sexuais.htm



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Botox pode reduzir a dor das mulheres durante o sexo

Conhecido popularmente pelos resultados estéticos, a aplicação da toxina botulínica vai muito além de uma pele sem rugas. Seu emprego terapêutico, pasme, trata desde a enxaqueca até problemas sexuais.

estética íntima


Desde 1997, pesquisadores estudam a aplicação da toxina botulínica no tratamento do vaginismo, condição que provoca contração involuntária e inconsciente dos músculos vaginais, impossibilitando a penetração do pênis. Em decorrência do problema, a mulher sente muita dor durante a relação sexual.

Em um estudo conduzido em 2011 da Associação de Profissionais de Cirurgia Plástica dos Estados Unidos tratou 30 pacientes de vaginismo, com percentual de cura de 97%.

— A utilização é fantástica em casos de vaginismo. Os resultados são ótimos — garante o ex-presidente da Sociedade Internacional de Cirurgia Cosmética Ginecológica João Brito Jaenisch.

A aplicação da toxina é feita em consultório e dura cerca de 10 minutos. O produto é injetado na parede vaginal posterior com uma agulha muito fina e, a partir do terceiro dia após o tratamento, já é possível notar o relaxamento da região.

— Quando tu colocas a toxina no local, ela impede que o impulso dado pelo nervo chegue até o músculo — explica Jaenisch.

É como se houvesse um corte na transmissão daquilo que o cérebro envia de informação para a musculatura.

Apesar dos benefícios da toxina botulínica na redução da dor, é importante ressaltar que ela não deve ser usada como tratamento único.

— O vaginismo é uma doença de fundo psicológico. O uso da toxina botulínica é um tratamento de exceção, quando os demais tratamentos já foram tentados, sem sucesso — alerta a ginecologista Florence Marques, pós-graduada em Sexologia Clínica.

A toxina pode ser aplicada por cirurgiões ginecológicos e dermatologistas com indicação de um sexólogo. O efeito de relaxamento pode durar de quatro a oito meses, dependendo da dose aplicada.


O que é a toxina botulínica?

É uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, causadora do botulismo. Entretanto, em doses baixas e na forma industrializada e purificada não causa a doença. Ela provoca a paralisação temporária da musculatura onde é aplicada. A mais conhecida é o Botox, produzida pela Allergan. No entanto, há outros fabricantes do produto.


Fonte: ZH Vida


Você sabia? 
Que a toxina botulínica pode ser
utilizada para esticar o pênis em
estado flácido!

Leia mais acessando
o site da Clínica Dantas

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Falta de desejo sexual atinge 48,5% das mulheres que buscam auxílio médico


Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo no Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex) do hospital estadual Pérola Byington, aponta que a falta ou diminuição do desejo sexual afeta 48,5% das mulheres que procuram auxílio médico por conta de disfunções sexuais



A pesquisa, realizada com 455 pacientes do ambulatório de sexologia, também revelou que a grande maioria dos distúrbios teve como causa aspectos psicológicos e socioculturais. 

Além das alterações no desejo sexual, 18,2% das pacientes avaliadas apresentavam dificuldade de chegar ao orgasmo, 9,2% tinham dispareunia (dor intensa durante a relação sexual) e 6,9%, inadequação sexual (níveis diferentes de desejo em relação ao parceiro). 


Vaginismo, disfunção sexual generalizada e distúrbios de excitação também estão entre as principais queixas das mulheres atendidas pelo Cresex. 

Do total de distúrbios sexuais avaliados, apenas 13% tiveram causas predominantemente orgânicas, como alterações hormonais ou problemas originados por alguma doença. 

"O tratamento das disfunções sexuais, em geral, é realizado por meio de terapias comportamentais cognitivas. Já o uso de medicamento só é indicado quando a causa orgânica dos problemas é identificada", diz Tânia das Graças Mauadie, coordenadora do Cresex

Entre as mulheres atendidas pelo serviço, 45% têm entre 40 e 55 anos, 36,4% entre 25 e 39 anos e 7,9% estão entre a faixa etária dos 20 aos 24 anos.


Fonte: Bonde



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