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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Escolas de Sexo


Sexo? A correria nossa de cada dia nem sempre deixa tempo para pensarmos no assunto. É chegar em casa, transar em cinco minutos, virar para o lado e dormir. A coisa começa a ficar mecânica e pior: monótona. Dá vontade de não fazer...

Para as chamadas escolas orientais de sexo - filosofias árabe, chinesa e indiana -, o ato sexual é um momento de harmonia e bem-estar. Bem além do que ensinar técnicas, os "manuais sexuais" do Oriente mostram a arte de fazer amor e conduzem a uma relação mais profunda e intensa com o parceiro. Sexo por sexo? Esqueça! Prepare-se para conhecer o verdadeiro prazer.




O legado

Além de palácios ricos em esculturas eróticas, os orientais deixaram textos como o Kama Sutra, o Ananga Ranga, o Tao e O Jardim Perfumado - grandes manuais sexuais. "A filosofia Oriental vai além do sexo, buscando a essência do casal e do indivíduo. Homem e mulher passam a trilhar um mesmo caminho de enriquecimento - do corpo e da alma - numa experiência física e espiritual magnífica", explica a pompoarista e shiatsu terapeuta Regina Racco, autora do livro "Poder sexual e qualidade de vida". “O sexo é apenas a primeira manifestação da energia, o primeiro degrau da escada e, se você quer crescer, evoluir, se transformar, você não pode negar a base ou lutar contra ela”.

Apenas a técnica não vale. Esse é um dos primeiros mandamentos das filosofias orientais. "Apesar de nós, ocidentais, termos crescido muito em termos de proteção durante o sexo, como a conscientização da necessidade do uso da camisinha, regredimos bastante no ato de fazer amor", alerta a professora especialista em artes eróticas orientais, Celine Imaguire, autora do livro Pompoarismo, o caminho do prazer (Editora Éden). Segundo ela, homens e mulheres deixaram de explorar os cinco sentidos, as sensações. "Fazemos tudo com pressa", critica Celine. "O tempo médio do brasileiro é de cinco a 10 minutos de penetração - e geralmente só o homem chega ao orgasmo", afirma.


Ela conta que entre 40% e 50% de suas alunas não sentem prazer e que, entre as que sentem, 80% a 90% têm somente orgasmo clitoriano. "Isso acontece porque elas não conhecem os caminhos do corpo. As mulheres do Oriente são mais orgásticas justamente porque experimentam as filosofias orientais do sexo, aplicando-as para prolongar o prazer", explica Celine. A professora ressalta: "São filosofias - e não religião. É bom desmistificar, porque não são a mesma coisa". De acordo com ela, toda mulher merece e pode ter esse tipo de conhecimento, porque sexo, afinal, é prazer, saúde e vida. Segue abaixo as principais escolas de sexo:



Fonte: bolsademulher.com

Escola de Sexo: O Jardim Perfumado

O Jardim das Delícias: Publicado no Brasil como O Jardim Perfumado, este é um dos clássicos eróticos do mundo árabe. Escrito no século XVI pelo xeque Umar ibn Muhammad al-Nefzawi, o livro conta a história de um homem que ficou com o pênis ereto durante 30 dias sem parar - haja disposição!
(leia sobre priapismo)


A obra destaca os métodos para excitar as mulheres, para retardar a penetração e mostra formas de o homem controlar a ejaculação para a mulher chegar ao orgasmo junto com o parceiro, além de ensinar posições para lá de excitantes. Tem mais: o livro fala sobre traição, impotência e sabe aquela história de pênis ou vagina grandes, incompatíveis com pênis ou vagina pequenos? Já era! A obra ensina como casais com características físicas diferentes podem, sim, fazer amor com o máximo de prazer.

Vítima confessa - e por pura e espontânea vontade - do poder feminino, o xeque Nefzawi escreve, em O Jardim Perfumado do Xeque Nefzaui (Editora Record), que se a mulher não for excitada com carícias preliminares, beijos, pequenas mordidas e toques, os homens não obterão delas o que desejam e não sentirão prazer, nem despertarão nelas afeto ou amor. Acertou em cheio, não é mesmo? Então, dá uma olha nas outras dicas.

Beija, beija muito! Cafeína está para sono assim como beijo está para sexo: boca na boca ou onde você quiser é o mais forte estimulante na hora H. O beijo deve fazer parte do sexo. Quer a técnica? Segundo o xeque descreve no livro, lábios úmidos e sucção da língua - não há nada melhor! E a iniciativa deve ser dos homens. Primeiro, mordiscando suave e ligeiramente a língua da amada. Depois, indo com mais sede ao pote, a la Verônica Volúpia. E não tenha vergonha dos "estalos". Para o xeque Nefzaui, beijo tem que ser sonoro. Outro suprassumo do sexo, de acordo com ele, é dar apelidos incomuns e criativos às partes íntimas dos homens e das mulheres - além de excitante, é divertido e aumenta a intimidade do casal.

Fonte: bolsademulher.com