Mostrando postagens com marcador transexual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transexual. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Nos últimos anos houve um aumento de pacientes que buscaram tratamento para reversão da mudança de sexo

Houve um aumento nos pacientes que queriam reverter sua cirurgia transgênero, de acordo com um médico líder no centro global da cirurgia corretiva transgênero na Sérvia.


O Dr. Miroslav Djordjevic, urologista em Belgrado, vem atendendo pacientes de todo o mundo há cerca de 10 anos.

Sua clínica na capital de um país que é abertamente hostil aos grupos LGBT, tornou-se um refúgio improvável para os pacificadores transgêneros.

Mas agora, o Dr. Djordjevic disse ao The Telegraph que ele está vendo um aumento no número de pacientes que procuram a cirurgia de reversão.

Ele adverte que a maioria das pessoas que procuraram pela reversão não recebeu rastreio psiquiátrico suficiente antes de passar pelo procedimento - e ele exorta a comunidade médica a não antagonizar as pessoas que mudam de ideia.

"A cirurgia reversa e o arrependimento em pessoas transexuais são um dos temas muito interessantes", disse ele ao jornal.

"Geralmente, temos que apoiar todas as pesquisas neste campo".

O Dr. Djordjevic, que dividiu o tempo entre a Sérvia e o Hospital Mount Sinai de Nova York, diz que realizou sete reversões nos últimos cinco anos em sua clínica em Belgrado.

Mais oito estão em consulta ou estão em operação.

A maioria está buscando a revisão de genitália masculina, um procedimento complicado que custa mais de US $ 20.000.

A notícia ocorre em meio a um enorme aumento na taxa de pacientes de reatribuição de gênero.

A Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos encontrou um aumento de quase 20% em vaginoplastias, faloplastias, face e operações de contorno apenas no primeiro ano de relatórios.

Cada vez mais, as companhias de seguros estão oferecendo cobertura para cirurgia para pacientes com disforia de gênero - uma desconexão entre o modo como um indivíduo se sente e suas características anatômicas.

Os procedimentos de confirmação de gênero podem incluir tudo, desde contorno facial e corporal até cirurgias de reatribuição.

Em 2016, foram realizadas mais de 3.200 cirurgias para ajudar os pacientes transgêneros a se sentir mais como a si mesmos.

Os cirurgiões afirmam que essa figura é uma estimativa conservadora - e provavelmente será três vezes maior se todos os hospitais tiverem uma maneira uniforme de documentar tais cirurgias.

No entanto, o Dr. Djordjevic adverte que, enquanto a comunidade médica está começando a aceitar este tipo de cirurgia, há um estigma envolvendo a reversão.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O que é ser transgênero?

Entenda mais dos conceitos de gênero e orientação sexual, que vão além de alguém ser registrado como mulher ou homem.


Sabe aquilo que a gente aprende nos livros de biologia, de que se alguém nasce com pênis é homem ou se tem vagina é mulher? Não é bem assim. É o que garante a representante da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Governo da Bahia, Paulett Furacão.

“No meu caso, que é o de uma mulher trans, digo que nasci num corpo biologicamente masculino, mas, espiritualmente, tenho alma feminina. Não se trata apenas de corpo ou jeito. É mais interno, profundo. É algo que me define como pessoa”, diz Paulett, que é a primeira trans a trabalhar no governo do estado. 

No caso dos homens trans, quem explica é Leonardo Peçanha: “É alguém que, ao nascer, foi registrado e designado a viver de maneira diferente daquela com a qual se identifica. Por isso, acaba sendo socializado no feminino e vivendo parte da vida sendo lido de uma maneira com a qual não se enxerga”.

Ele é coordenador nacional de pesquisas do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat) e diretor do coletivo TransRevolução. Miguel Marques, criador da página Homens Transgêneros, no Facebook, vai num ponto mais simples. “É um homem como qualquer outro. Só não nasceu biologicamente com o sexo masculino e precisou passar por uma readequação”, pontua o rapaz.


A TRANSIÇÃO

“Cada pessoa sabe de si e do que precisa para se sentir bem. O processo pode incluir ou não tomar hormônio, fazer ou não cirurgias... A questão é muito maior e mais complexa do que isso”, afirma Miguel.

Para Leonardo, o processo que pode culminar com a cirurgia costuma esbarrar no preconceito médico. “Isso varia muito de acordo com a idade, local onde vive e situação financeira da pessoa. Tudo começa no acompanhamento psicológico e e psiquiátrico para obter o tratamento hormonal e depois as cirurgias. É muito difícil porque os médicos têm resistência a nos atender”, diz o pesquisador.


CIS

“Outra noção-chave para continuar a entender esse universo é a de cisgênero. “Cis é uma pessoa que foi designada da maneira com a qual se identifica e sente”, esclarece Leonardo. Por exemplo: um homem que foi registrado assim e está feliz desse jeito.

O conceito é importante para esclarecer outro fato. Assim como as pessoas cis, as trans podem ser hétero, gays, bissexuais, assexuais ou quantas possibilidades a sexualidade humana comportar.

“Por exemplo, um homem trans pode ser gay e se relacionar com um outro homem, seja ele cis ou trans. E nada disso interfere no fato dele ser homem”, exemplifica o pesquisador. Não entendeu? A gente desenhou no infográfico “Pra Começar”. 

Gráfico: Ian Thommas

Mas se ser gay, lésbica ou bissexual é orientação sexual e ser homem ou mulher (cis ou trans) está no campo do gênero, por que os trans fazem parte da sigla da Parada LGBT, que acontece neste domingo (13), no Campo Grande?

“Somos grupos de pessoas vulneráveis e estigmatizadas socialmente. Claro que cada um tem especificidades. Mas todos sofrem por transgredir imposições do machismo e do sexismo e por não querer pertencer aos rótulos tradicionais”, explica Paulett. A opinião não é consenso no movimento trans.


Fonte: Correio

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Filme: A Garota Dinamarquesa relata a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual

Eddie Redmayne convenceu a crítica ao interpretar Stephen Hawking em A Teoria de Tudo, papel que lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 2015. Agora, o britânico volta às telas com A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl), no qual terá mais uma caracterização impactante: uma mulher transexual.

Eddie Redmayne caracterizado como Lili Elbe

O filme dirigido por Tom Hooper (vencedor do Oscar por Os Miseráveis e O Discurso do Rei) tem estreia prevista para 2016 no Brasil.

The Danish Girl é ambientado nos anos 1920 e conta a história do artista dinamarquês Einar Wegener. Após posar travestido para sua ex-mulher – que também era pintora -, permitiu-se descobrir seu lado feminino e se tornou a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual.



Einar Wegener viajou para a Alemanha em 1930 para se submeter à cirurgia, que ainda estava em uma esfera experimental. Nesta época, já havia mudado seu nome para Lili Elbe. A mudança de gênero foi destaque na imprensa europeia e o então rei da Dinamarca, Cristiano X, invalidou seu casamento com Gerda, em outubro do mesmo ano.

“Acho que é o papel mais sensível que já tive”, comentou Redmayne ao jornal britânico The Daily Mail. “O perigo da cirurgia era extremo naquela época. É uma coisa muito corajosa o que Einar fez.”

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Homem grávido???

Aconteceu de novo. Mais um "homem" dará à luz no Estados Unidos. Scott Moore - o segundo caso conhecido - está "grávido". O transexual será submetido a trabalho de parto em fevereiro. Ele e o companheiro Thomas, que também nasceu mulher -, já escolheram o nome do menino, concebido sob inseminação artificial: Miles.

Os dois são legalmente casados porque Scott, de 30 anos, manteve o "sexo feminino" na certidão de nascimento. "Eu sei que muitas pessoas vão nos criticar, mas estou imensamente feliz e sem qualquer vergonha", disse Scott, segundo o "Daily Mail".

O casal transex da Califórnia já tem dois filhos - um de 12 anos e outro de 10 -, gerados artificialmente no útero da antiga companheira de Thomas, que já faleceu.

Scott, que nasceu Jessica, disse que desde os 11 anos percebera que gostaria de ser um homem. Os pais pagaram o equivalente a 13 mil reais para que os seios da filha/filho fossem removidos. Thomas, que já foi Laura, fez cirurgia para mudança de sexo no ano passado, quando removeu o útero.

O primeiro caso conhecido de "homem" dar à luz foi o de Thomas Beatie, do estado do Oregon, que causou grande polêmica. A filha Susan nasceu em julho de 2008.


Recapitulando: Duas mulheres se tornaram "homens" e formam um casal. Um deles está "grávido". Entendido?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Menino muda de Sexo aos 8 anos


Josie Romero é uma menina de 8 anos que já foi Joey Romero, um menino. A história sobre a mudança de sexo e como isso foi enfrentado pela família da criança americana, foi tema de documentários e sites de jornais.

A mãe de Josie, Venessia Romero, diz que, desde que a filha começou a falar, sempre afirmava: "Eu sou uma menina". Os pais a corrigiam: "Não, você é um menino". Josie, na época Joey, insistia em tentar transformar seus brinquedos de garotos em brinquedos de menina. A mãe afirma que a brincadeira preferida da filha era enrolar seus cachecóis na cintura e fingir que eram saias.

A família viveu até o ano passado no Japão. O pai, Joseph Romero, é engenheiro das Forças Armadas americanas. Quando Josie tinha 4 anos, os Romeros adotaram uma menina chinesa de 2. Os pais temeram que a filha mais velha ficasse com ciúmes, mas dizem que ela gostou muito da chegada de Jade e as duas brincavam como garotas.

A mãe afirma que no início achava que tinha um filho homossexual, porém, depois se deu conta que era uma criança transexual. Ela conta que começou a comprar roupas de menino e de menina e deixar o guarda-roupa dividido com as duas opções. Josie sempre optava pelas vestimentas femininas.

Na base militar em que a família morava e as crianças iam à escola, Joseph diz que o preconceito era grande. Ele mesmo afirma que foi difícil aceitar que seu filho era uma menina, o primeiro sentimento que teve foi de que havia perdido seu filho. Depois percebeu havia ganhado uma filha.

Os Romero voltaram para os EUA no ano passado. Josie recebe atendimento médico e psicológico. Ela tomará medicamentos para evitar a puberdade masculina. Quando completar 12 anos, deve ingerir hormônios femininos. A mãe diz que Josie já sabe que terá de passar por uma cirurgia de mudança de sexo quando for adulta.

No Arizona, onde vivem, Josie participa de grupos de apoio para famílias de transexuais, incluindo crianças e conta a sua história. A mãe diz que a filha é muito feliz por poder compartilhar a sua experiência, para ajudar outros pais e filhos que passam pela mesma situação.

No ano passado todos os documentos de Josie foram alterados. Ela é considerada, legalmente, uma pessoa do sexo feminino.